Zona euro dá sinal de vitalidade com PMI de julho em máximos de cinco meses
A atividade na zona euro continua a recuperar após o choque energético causado pela primeira ronda de hostilidades entre EUA e Irão e com uma melhoria transversal por sectores. Tanto serviços, como indústria viram uma expansão da atividade em julho, naquilo que pode ser um breve momento de estabilidade dado o renovar de tensões no Médio Oriente e novo disparo nos preços do petróleo.
Os índices de gestores de compras (PMI) preliminares de julho mostram uma subida do indicador composto de 50 pontos para 51,9, isto quando o mercado antecipava uma leitura de apenas 50,3. Foi o valor mais alto do indicador nos últimos cinco meses, desde fevereiro, e o primeiro em terreno de expansão da atividade desde abril.
A subida foi registada igualmente na indústria, cujo subíndice acelerou de 51,4 para 52 pontos, e nos serviços, que saltou de 49,4, uma leitura em terreno de contração, para 51,6.
O subindicador referente à produção industrial também acelerou e ao ritmo mais elevado desde março de 2022, passando de 51,7 em junho para 53 pontos em julho.
Os dados mostram a resistência da economia da moeda única perante o choque energético causado pela guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o Irão, sendo que a Alemanha foi a principal impulsionadora do índice, vendo uma expansão da atividade pela primeira vez em quatro meses. Já a França também registou uma ligeira melhoria, embora insuficiente para sair dos valores de contração.
Recorde-se que o índice é normalizado para 50 pontos, o que corresponde a uma leitura sem alterações na atividade. Valores abaixo de 50 indicam uma contração e acima deste valor sinalizam um crescimento.
Escreve a Pantheon que “são dados globalmente animadores” que “suportam a ideia consensual de que o BCE irá voltar a apertar a política monetária”, dada a aparente força da atividade económica. O cenário base é mais uma subida de 25 pontos base (pb) até final do ano, mas, “se os PMI continuarem a melhorar e acompanhados de um barril de petróleo acima de 90 dólares, o risco inclina-se para duas subidas de juros do BCE”.
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