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Santander Totta com lucros de 453 milhões no semestre a caírem 14% mas mantém-se como mais rentável em Portugal

Santander Totta com lucros de 453 milhões no semestre a caírem 14% mas mantém-se como mais rentável em Portugal

O Santander Totta obteve um resultado líquido recorrente de 452,8 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, uma descida de 4,9% face ao mesmo período do ano passado, excluindo efeitos não recorrentes (18,8 milhões de encargos com a transformação da rede de agências e reformas antecipadas) mas manteve a posição de banco mais rentável em Portugal, apoiado pelo crescimento da atividade comercial e das comissões.
O banco contabilizou em 2025 um ganho não recorrente de 27,6 milhões de euros de reembolso do adicional de solidariedade.
O resultado líquido consolidado recuou 13,9%, para 434 milhões de euros, penalizado pelos encargos não recorrentes de 18,8 milhões em 2026 (efeito negativo) e  o efeito positivo de 27,6 milhões em 2025. Excluindo esses efeitos, o banco apresentou uma rendibilidade dos capitais tangíveis (RoTE) de 29,3%, um dos níveis mais elevados do setor.
“O Banco Santander Totta registou, no primeiro semestre de 2026, um resultado líquido recorrente de 452,8 milhões de euros, mantendo uma elevada rentabilidade, com RoTE de 29,3%, alavancada em eficiência operacional (rácio de eficiência de 27,2%,) e elevada qualidade do crédito (custo do crédito de 7p.b.)”, lê-se no comunicado.
A margem financeira diminuiu 2,6%, para 677,6 milhões de euros, refletindo o ajustamento das taxas de juro no crédito e nos depósitos e os custos associados a uma emissão de obrigações cobertas realizada em abril. Em contrapartida, as comissões líquidas cresceram 5,5%, para 259,2 milhões de euros, sustentadas pelo aumento da base de clientes e da sua utilização dos serviços do banco.
A carteira de crédito bruto aumentou 9,4% em termos homólogos, para 56,6 mil milhões de euros, impulsionada sobretudo pelo crédito à habitação e pelo financiamento a empresas. Os recursos de clientes cresceram 6,6%, para 50,8 mil milhões de euros, com aumentos tanto nos depósitos como nos recursos fora de balanço.
O banco continuou também a reforçar a sua base de clientes. No final de junho contava com quase dois milhões de clientes ativos, mais 12 mil do que no final de 2025, e ultrapassou os 1,35 milhões de clientes digitais.
Em termos de qualidade dos ativos, o rácio de crédito não produtivo (NPE) melhorou para 1,3%, enquanto o rácio CET1 (phase-in) subiu para 15,8%, reforçando a posição de capital da instituição.
Na nota que acompanha os resultados, a presidente executiva do Santander Portugal, Isabel Guerreiro, afirmou que os resultados “reforçam a nossa posição como o banco mais rentável em Portugal e um dos mais rentáveis da Europa”, sublinhando que essa solidez permitirá continuar a investir e apoiar famílias e empresas.

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