Banco CTT aumenta receitas operacionais em 8,1% para 74,1 milhões no primeiro semestre
O Banco CTT registou receitas operacionais de 74,1 milhões de euros no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 8,1% face ao período homólogo, impulsionado pelo aumento da margem financeira e das comissões, informaram hoje os CTT- Correios de Portugal, donos do banco.
No que toca apenas ao segundo trimestre, as receitas operacionais atingiram 37,6 milhões de euros, mais 7,4% do que no mesmo período de 2025.
Segundos os CTT, 0 desempenho no semestre do banco liderado por Francisco Barbeira ficou a dever-se sobretudo ao crescimento da margem financeira (+4,9 milhões de euros, +9,7%) e das comissões recebidas (+2,0 milhões, +12,6%), alavancadas pelo aumento da base de clientes e do envolvimento com estes, que se traduziu em crescimento do volume de negócios dentro e fora do balanço.
No final de junho, o número de contas à ordem situava-se em 688,3 mil, um acréscimo de 0,7% em termos homólogos. Em maio, o banco procedeu ao encerramento de 197,7 mil contas inativas, em conformidade com as regras do Banco de Portugal relativas a contas sem movimento durante 24 meses ou mais.
A colocação de títulos de dívida pública gerou receitas de 8,3 milhões de euros no segundo trimestre (+56,1%), com subscrições a totalizar 1.640,7 milhões de euros (+40,9%). A comparação beneficia das alterações nas condições de comercialização do produto e da evolução das taxas de juro.
O volume de negócios do banco atingiu 8.377,3 milhões de euros no semestre (+13,9%), sustentado pelos depósitos de clientes (4.605,6 milhões, +11,9%), pelo crédito a clientes (2.247,0 milhões, +6,4%, com destaque para o crédito à habitação) e pelas poupanças off-balance (1.382,1 milhões).
No crédito automóvel, os juros recebidos ascenderam a 35,8 milhões de euros (+9,6%), com produção de 158,7 milhões (+15,3%) e ganho de quota de mercado. No crédito à habitação, a produção cresceu 35,7% para 198,9 milhões de euros, apesar da descida dos juros recebidos (-8,0%), num contexto de taxas de mercado mais baixas.
As comissões recebidas totalizaram 17,7 milhões de euros (+12,6%), com contributo positivo de seguros, crédito ao consumo, transacionalidade e crédito habitação.
O rácio de transformação situou-se em 47,2% no trimestre. O custo do risco melhorou ligeiramente para 0,9% no segundo trimestre, beneficiando de recuperações de crédito.
O EBIT recorrente do banco foi de 10,5 milhões de euros no semestre, uma descida de 3,5%, refletindo o investimento na aceleração do crescimento da base de clientes, volumes e receitas, com reforço da rede, capacidades comerciais e informática.
A instituição destaca que o investimento nas linhas de negócio atuais e em novos serviços reforça a proposta de valor junto das empresas portuguesas.
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