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Pharol passa de lucros a prejuízos de 974 mil euros no primeiro semestre

Pharol passa de lucros a prejuízos de 974 mil euros no primeiro semestre

A Pharol registou um resultado líquido negativo de 974.068 euros no primeiro semestre de 2026, o que compara com um lucro de 2,12 milhões de euros no período homólogo, segundo o relatório e contas consolidadas divulgado pela empresa.
De acordo com o documento, a quebra reflete sobretudo o reconhecimento contabilístico de estimativas relativas a remunerações variáveis anuais e plurianuais, previstas nas políticas remuneratórias da sociedade, bem como a ausência de reembolsos fiscais significativos que haviam sido registados no período homólogo de 2025.
Os custos com o pessoal mais do que duplicaram, para 1,08 milhões de euros (441 mil euros em 1S25), penalizados pelo reconhecimento das componentes variáveis diferidas de exercícios anteriores, da componente relativa a 2026 e dos incentivos plurianuais associados ao ciclo de desempenho 2023-2026. A empresa sublinha que este registo contabilístico não implica desembolso financeiro imediato, uma vez que a liquidação será faseada até 2030.
Já a rubrica de “outros ganhos”, que no primeiro semestre de 2025 ascendia a 2,55 milhões de euros — incluindo 2,4 milhões de euros de reembolsos fiscais recebidos da Autoridade Tributária —, situou-se em apenas 347 mil euros em 2026, refletindo o reembolso de IRC de 2024 e a reversão de comissões de garantias bancárias entretanto apuradas como devidas à MEO.
O EBITDA foi negativo em 1,67 milhões de euros, face a -0,94 milhões de euros um ano antes.
Apesar do prejuízo, a Pharol mantém uma posição financeira sólida, com 42,5 milhões de euros em caixa e aplicações financeiras e sem qualquer endividamento bancário. O ativo totalizava 95,9 milhões de euros em 30 de junho, e o capital próprio situava-se em 93,3 milhões de euros, menos 980 mil euros do que no final de 2025.

“Reforço da posição jurídica da Pharol no processo Rio Forte, com o reconhecimento judicial da totalidade do crédito reclamado, correspondente ao montante nominal de 897 milhões de euros, mantendo-se a valorização dos instrumentos de dívida em 51,9 milhões de euros, por não existirem desenvolvimentos que justificassem a revisão da estimativa de recuperação”

O relatório destaca ainda o reforço da posição jurídica da Pharol no processo de insolvência da Rioforte, depois de o Tribunal de Comércio do Luxemburgo ter reconhecido judicialmente a totalidade do crédito reclamado pela empresa, no valor nominal de 897 milhões de euros.
Ainda assim, a Pharol manteve inalterada a valorização destes instrumentos de dívida em 51,9 milhões de euros — equivalente a 5,79% do valor nominal —, por considerar não existirem desenvolvimentos que justifiquem rever a estimativa de recuperação.
A empresa viveu ainda um período de mudanças societárias: em abril, os acionistas aprovaram a alteração do objeto social, deixando a Pharol de estar sujeita ao regime das sociedades gestoras de participações sociais (SGPS), com a denominação social alterada de Pharol SGPS para Pharol em junho. Já em julho, todo o conselho de administração — presidido por Luís Palha da Silva — apresentou a sua renúncia, tendo hoje, dia 30 de julho, havido uma assembleia geral para eleição de novos administradores. João Moreira Rato é o novo presidente.
Naquele que é o último relatório assinado por Luís Palha da Silva, o gestor salienta que “a Pharol dispõe hoje de uma estrutura financeira sólida, de opções estratégicas mais abrangentes e de flexibilidade necessária para continuar a criar valor para os seus acionistas”.
“O primeiro semestre de 2026 ficou marcado por desenvolvimentos estratégicos, societários e judiciais que reforçam o posicionamento da Pharol para o futuro”, defende Luís Palha da Silva.

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