A carregar agora

Empresas de IA disputam mercado da Educação avaliado em cinco biliões de euros

Empresas de IA disputam mercado da Educação avaliado em cinco biliões de euros

Desde que o ChatGPT da OpenAI surgiu em 2022, as escolas e universidades têm tentado acompanhar o ritmo da evolução tecnológica. Muitos professores proibiram inicialmente as ferramentas de IA, mas rapidamente perceberam que os grandes modelos de linguagem tinham vindo para ficar. Atualmente, enfrentam o desafio de preparar os seus alunos para um mundo profundamente transformado por esta tecnologia — e os principais criadores de IA estão a assumir um papel ativo nesse processo.
A Anthropic lançou recentemente o Claude for Teachers, uma ferramenta gratuita destinada aos professores do ensino básico e secundário (K-12) nos Estados Unidos, concebida para ajudar no planeamento das aulas. Já a OpenAI disponibiliza o ChatGPT for Teachers, uma oferta gratuita de acesso autónomo para professores e funcionários. Além disso, oferece o ChatGPT Edu, uma subscrição empresarial com preço reduzido destinada às universidades.
Entretanto, a Google disponibiliza um conjunto de ferramentas baseadas nos seus modelos Gemini, dirigidas a professores e estudantes, desenvolvendo a sua oferta sobre a infraestrutura de serviços cloud, que já fornece às instituições de ensino. Para os maiores laboratórios de IA do mundo, a educação representa simultaneamente uma oportunidade para ajudar a sociedade a adaptar-se às profundas mudanças provocadas pelas suas invenções e uma enorme oportunidade de negócio. Um relatório da Morgan Stanley estimou o valor do mercado mundial da educação em seis biliões de dólares (5,26 biliões de euros).
Além disso, ao conquistar estudantes, as empresas de IA têm a possibilidade de fidelizar os futuros líderes e trabalhadores. “Não sejamos ingénuos”, afirmou Simon Buckingham Shum, professor de Informática da Aprendizagem na Universidade de Tecnologia de Sydney, acrescentando que a educação é “claramente um mercado para estas empresas”. Apesar disso, os laboratórios de IA afirmam que têm a responsabilidade de garantir que as suas ferramentas beneficiem, em vez de prejudicarem, as gerações futuras. Existem receios de que esta tecnologia, com as suas respostas instantâneas aos pedidos dos utilizadores, possa reduzir o esforço cognitivo produtivo que ajuda os alunos a aprender.
“Todos os estudantes de hoje vão crescer com IA. É nosso dever ajudar a moldar a forma como utilizam esta tecnologia”, afirma Leah Belsky, vice-presidente para a Educação da OpenAI e antiga diretora comercial da plataforma de ensino online Coursera. Uma parceria lançada no ano passado com a Estónia já permitiu disponibilizar ferramentas como o ChatGPT Edu a mais de 30 mil estudantes, professores e investigadores do ensino secundário e superior. Esta iniciativa integra o programa Education for Countries da OpenAI, cujo objetivo é “personalizar a aprendizagem” e “preparar os estudantes para o mercado de trabalho”.
A Coursera associou-se à OpenAI para integrar os conteúdos da sua plataforma no ChatGPT e está atualmente a colaborar com parceiros na Estónia, Grécia, Jordânia, Cazaquistão, Eslováquia, Trindade e Tobago, Emirados Árabes Unidos e Itália. Em cada um destes países, explica Belsky, a empresa pretende disponibilizar versões personalizadas do seu chatbot, adaptadas ao estilo pedagógico local e concebidas para “despertar a curiosidade”.

Share this content:

Publicar comentário