Grupo Névoa pretende fazer nova aquisição no retalho ainda este ano
Com uma forte presença em Portugal e uma atuação multissetorial, o grupo Névoa, nascido em Braga, continua a apostar na sua expansão, com a sua última aquisição do negócio da SGS Car em Palmela.
A empresa conta com vários ativos em diversas áreas, desde o setor de construção, promoção e gestão imobiliária a gestão de ativos. Embora atue em várias frentes, o grupo tem uma presença “discreta”, uma vez que tem optado por adquirir ativos que já estão no mercado.
Ao Jornal Económico (JE), a diretora de retail do grupo, Mónica Paiva, explicou que o grupo investe num ativo e este volta a ser notado pelos clientes. “Voltamos a pôr o ativo no mapa, e é aí que marcamos a diferença como player”, referiu.
No ramo do retalho, o grupo tem apostado na aquisição ou construção de espaços, estando a “analisar vários ativos neste momento” semelhantes aos já existentes, tendo já “três ou quatro em análise e dois deles terão que ser construídos este ano”, revelou Mónica Paiva.
Neste ramo a empresa opta por gerir os seus ativos, como é o caso dos centros comerciais Shopping Cidade do Porto, Mira Maia Shopping, Campera Outlet, Ferrara Plaza e Braga Retail, ou então ficam como ativos de rendimento, geridos por terceiros.
Mas antes de avançar com novas aquisições, o grupo vai inaugurar o Beja Jardim, que está com “overbooking”, uma vez que tem mais operadores interessados em “ir para lá” do que espaço.
Só no ano passado a empresa abriu 90 novas lojas, e tem registado um crescimento ao ano de 20% nos níveis de afluência dos seus ativos de retalho. Já a nível de faturação o crescimento nesta área tem sido entre os 20% e os 30% ao ano, estando muito perto dos 20 milhões de faturação por ano em vendas.
Para este ano as projeções da responsável apontam para um crescimento de 15%, influenciada pelos efeitos secundários do conflito do Médio Oriente. O conflito tem “trazido incerteza” para o negócio, e o grupo tem sentido “muita retração”.
O grupo tem uma forte presença nos seus centros comerciais que gere, tendo muita atenção “à forma como os lojistas apresentam as montras, têm campanhas, trabalhamos muito as redes sociais com os nossos lojistas”, apontou.
“Neste momento a performance dos nossos ativos ainda está a crescer, portanto ainda não estamos em velocidade cruzeiro, ainda estamos em crescimento até estabilizarmos”, referiu.
Cada vez que pega num ativo, que pretende gerir, o grupo investe nele com o objetivo de o melhorar. “Os nossos ativos estão muito bem cotados no mercado, justamente por isso”, salientou.
Para este ano o grupo pretende continuar a crescer neste negócio, “apesar de já estarmos com taxas de ocupação acima de 90%, ainda temos lojas vazias”, referiu.
A responsável avançou ainda que este ano “ainda vamos fazer uma aquisição”.
Share this content:



Publicar comentário