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JP Morgan sobe preço alvo do S&P 500 para os 8.000 pontos devido a época de resultados “forte e generalizada”

JP Morgan sobe preço alvo do S&P 500 para os 8.000 pontos devido a época de resultados “forte e generalizada”

O JP Morgan subiu o seu preço alvo do índice bolsista norte-americano S&P 500, para 2026, de 7.800 pontos para os 8.000 pontos. Face ao atual preço o banco espera uma valorização de mais 3,1% até ao final do ano. O índice fechou a sessão de segunda-feira nos 7.753 pontos.
Esta subida em alta justifica-se “por uma época de resultados do segundo trimestre forte e generalizada” e também por “sinais crescentes de monetização” dos gastos relacionados com a inteligência artificial (IA), disse o banco numa nota transcrita pela publicação financeira Investing.
Depois de 87% das empresas, que estão cotadas no S&P 500, terem reportado resultados, referentes ao segundo trimestre, a equipa de estrategistas do JP Morgan, liderada por Dubravko Lakos-Bujas, considerou que o cenário de lucros “mantém-se sólido e generalizado em diversos setores”.
Foi ainda subida a estimativa de lucros por ação, para este ano, para os 365 dólares, um crescimento de 35% face ao ano anterior, superando a estimativa dos analistas que se fixava em 358 dólares, diz a nota. Foi revista também em alta a estimativa de lucros por ação, para 2027, para os 420 dólares, um aumento de 15%.
Apesar da instituição financeira ter considerado que estamos perante “um dos ambientes fundamentais mais fortes” desde a crise financeira mundial foi mantido o múltiplo futuro do S&P 500 em 20x os lucros, devido a fatores como “taxas de juro persistentemente elevadas, incerteza geopolítica e a significativa oferta de capital próprio e dívida ainda por absorver”, referiu a nota transcrita pelo Investing.
As despesas de capital (capex), por parte das hiperescaladoras que fornecem cloud (ou nuvem), foi apontado também como um “tema central” da época de resultados bem como um “maior foco” na monetização e no “retorno do investimento”, acrescentando que esses sinais foram dados pela Google, Amazon e Microsoft, na apresentação dos seus resultados que acabaram por “corresponder às elevadas expectativas” dos investidores.
Mas o banco espera que o fluxo de caixa livre (free cash flow) das hiperescaladoras esteja sob pressão. Com excepção da Microsoft os estrategistas, liderados por por Dubravko Lakos-Bujas, esperam um fluxo de caixa livre negativo para a maioria dos participantes do grupo até 2026-2027.

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