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Juiz rejeita queixa de Trump contra Harvard relativa a manifestações anti-Israel

Juiz rejeita queixa de Trump contra Harvard relativa a manifestações anti-Israel

Um juiz federal norte-americano rejeitou esta quinta-feira, 13 de agosto, uma queixa apresentada pelo governo norte-americano contra a Universidade de Harvard, acusada de ter tolerado comportamentos antissemitas durante manifestações pró-palestinianas e anti-Israel no seu ‘campus’.
O juiz de Boston, Richard Stearns, considerou que a administração do Presidente republicano norte-americano, Donald Trump, não conseguiu provar que Harvard tivesse violado uma disposição da lei dos direitos civis que proíbe a discriminação com base na raça, na nacionalidade e noutros critérios.
Desde o seu regresso à Casa Branca em janeiro de 2025, Donald Trump lançou uma ofensiva contra as grandes universidades norte-americanas, que acusa de darem “carta-branca” aos movimentos de apoio da causa palestiniana face à ofensiva israelita na Faixa de Gaza, que equipara a manifestações antissemitas.
De um modo mais geral, critica estas universidades por serem focos de contestação progressista.
Na queixa apresentada em março, a administração Trump acusava Harvard de ter permitido que se desenvolvesse no seu ‘campus’ “um clima propício a comportamentos antissemitas e anti-israelitas”, acusação rejeitada pela universidade, que denunciou uma ação de retaliação contra a instituição de ensino.
“Os professores e a direção de Harvard fecharam os olhos ao antissemitismo e à discriminação contra judeus e israelitas”, afirmou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, acrescentando: “Harvard permitiu que manifestantes anti-Israel ocupassem as suas bibliotecas. Harvard permitiu que um acampamento anti-Israel se mantivesse durante 20 dias, violando a política da universidade”.
Ao aceitar o pedido de Harvard para indeferir esta ação judicial, o juiz federal considerou que os incidentes invocados pela administração Trump eram “demasiado isolados e esporádicos” para provar uma violação da lei dos direitos civis.
Paralelamente, a administração Trump decidiu congelar milhares de milhões de dólares de financiamento destinados à universidade mais antiga dos Estados Unidos, acusando-a, mais uma vez, de tolerar o antissemitismo e de favorecer posições liberais.
Em setembro, um juiz federal anulou esta medida e ordenou a restituição dos fundos.

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