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Nestlé recorre à IA para desenvolver produtos direcionados a consumidores de medicamentos para a perda de peso

Nestlé recorre à IA para desenvolver produtos direcionados a consumidores de medicamentos para a perda de peso

A inteligência artificial (IA) está a assumir uma importância crescente nas decisões tomadas pela gigante alimentar Nestlé. A tecnologia está a auxiliar os colaboradores da empresa, por exemplo, no desenvolvimento de produtos dirigidos a quem tome medicamentos para a perda de peso GLP-1, como o Ozempic e o Wegovy, pertencentes à Novo Nordisk e o Mounjaro e Zepbound, da Eli Lilly, avançou esta segunda-feira 17 de agosto a agência noticiosa Reuters, transcrita pelo Investing.
O diretor de tecnologia da Nestlé, Stefan Palzer, citado pela Reuters, referiu que se trata de uma “grande oportunidade” para a empresa. Este descreveu alguns dos desenvolvimentos que já foram atingidos.
Entre os casos elencados está o estudo de alguns dos efeitos provocados pelos medicamentos GLP-1, como por exemplo a perda de peso rápida. Nesse sentido tem-se procurado auxiliar os consumidores a lidar com esses efeitos. Uma das soluções encontradas foi a adição de proteína de colagénio, aos produtos da Vital Proteins. “Uma grande parte da perda de peso deve-se à perda de massa muscular magra. Descobrimos uma combinação de dois micronutrientes que industrializamos e que estimulam o crescimento do tecido muscular. Por um lado, fornecemos proteína; por outro, estimulamos o tecido muscular a regenerar-se mais rapidamente”, disse citado pela agência noticiosa. A isto junta-se o patenteamento de combinações de ingredientes exclusivos, desenvolvidas para reduzir o apetite nos consumidores que sentem frequentemente mais fome após interromperem o tratamento com GLP-1.
A divisão norte-americana da empresa possui o Boost Advanced Nutrition Shake, que tem como objetivo a saúde muscular durante a perda de peso. Na Ásia e na Austrália foi lançada uma versão com maior teor proteico da bebida Milo, denominada Milo PRO High Protein.
Stefan Palzer disse ainda que a inteligência artificial está a a ser utilizada para simular o comportamento dos utilizadores, identificar tendências, e ajudar a quem desenvolve produtos a lidar com base de dados que possui mais de 120 mil receitas. Aqui inclui-se uma plataforma interna, chamada Food Genie, que ajuda os cientistas da empresa a prever o desempenho das receitas. Estão também a ser feitas simulações de consumo tendo por base a inteligência artificial onde também se monitoriza as redes sociais à procura de tendência de consumo.

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