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Espanha disponibiliza abrigos temporários para 1.800 migrantes em Ceuta

Espanha disponibiliza abrigos temporários para 1.800 migrantes em Ceuta

O Governo espanhol disponibilizou temporariamente vários espaços para acolher 1.800 migrantes que se encontram em situação de sem-abrigo na praia do Trampolín e na zona de Loma Colmenar, em Ceuta, capacidade que prevê ampliar progressivamente.
A transferência para estas instalações está a ser realizada desde as primeiras horas desta quinta-feira de forma voluntária, no âmbito de um dispositivo coordenado com as Forças e Corpos de Segurança do Estado e com o Governo de Ceuta, segundo fontes do Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações.
As mesmas fontes informaram sobre a habilitação temporária dos espaços de Loma Margarita e El Embolsamiento, que serão ampliados progressivamente à medida que terminarem os trabalhos de adequação dos restantes locais previstos.
O objetivo prioritário desta intervenção é “dar resposta à situação das pessoas que se encontravam em situação de sem-abrigo na zona da praia do Trampolín e de Loma Colmenar”, oferecendo-lhes uma alternativa de alojamento e acolhimento que evite que tenham de continuar a pernoitar na via pública ou na própria praia.
A crise migratória em Ceuta ocorreu no final de julho, quando cerca de 72.000 pessoas entraram na cidade autónoma espanhola, situada no norte de África, num período de 24 horas.
Destas, cerca de 70.000 já regressaram a Marrocos, segundo dados das autoridades espanholas.
Pelo menos 82 pessoas morreram ao tentar chegar a Ceuta a nado.
Segundo a organização de verificação de factos Maldita.es, a situação foi alimentada por mensagens falsas difundidas ‘online’, incluindo alegações de que os migrantes seriam acolhidos em Espanha.
Mais de 100 contas do Instagram com conteúdos sobre tráfico de migrantes foram eliminadas após a crise, no âmbito da cooperação entre a Comissão Europeia, as plataformas digitais e verificadores de factos, foi indicado à Lusa esta quarta-feira.
Ceuta, território espanhol com cerca de 80.000 habitantes, situa-se no extremo norte de Marrocos e é, juntamente com Melilla, uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa.

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