Receitas da OpenAI subiram 17%, em cadeia, no segundo trimestre
As receitas da OpenAI, que detém o ChatGPT, subiram 17,5% no segundo trimestre, face ao trimestre anterior, avançou o Wall Street Journal, na terça-feira 18 de agosto.
A detentora do ChatGPT reportou uma receita de 6,7 mil milhões de dólares (5,7 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual), no segundo trimestre, face aos 5,7 mil milhões de dólares do primeiro trimestre (4,8 mil milhões de euros).
Por outro lado a Anthropic, que detém o Claude, tinha reportado que a sua receita no segundo trimestre chegou aos 11,5 mil milhões de dólares (9,9 mil milhões de euros) face aos 787 milhões de dólares (680,3 milhões de euros) do período homólogo, um crescimento de 14x, avançou a Bloomberg, a 14 de agosto. No primeiro trimestre deste ano a receita tinha sido de 4,7 mil milhões de dólares (quatro mil milhões de euros). Um crescimento de 144% em cadeia.
Isto faz com que a detentora do Claude ultrapasse pela primeira vez a OpenAI, em receitas, referiu o Investing, baseando-se nos dados divulgados pelo Wall Street Journal.
A OpenAI reportou um prejuízo operacional de 12,3 mil milhões de dólares (10,5 mil milhões de euros), no segundo trimestre, uma subida, de 32%, face aos 9,3 mil milhões de dólares (7,9 mil milhões de euros) do primeiro trimestre. Já a Anthropic terá tido lucro operacional, em termos ajustados, como adiantou a Bloomberg. O Wall Street Journal acrescentou que o crescimento sequencial da OpenAI, no segundo trimestre, em receitas, ficou também atrás de outras tecnológicas de alto crescimento como a Palantir, a CoreWeave e a Micron. Contudo a detentora do ChatGPT referiu aos investidores que o crescimento acelerou no terceiro trimestre devido ao lançamento, em julho, de novos modelos.
OpenAI e Anthropic preparam entrada em bolsa
Este ano era esperado que as três não cotadas mais valiosas (SpaceX, Anthropic, e OpenAI) do mundo entrassem em bolsa. A SpaceX fez a sua estreia em bolsa a 12 de junho naquela que foi a maior entrada de sempre arrecadando para o efeito mais de 80 mil milhões de dólares (68,4 mil milhões de euros).
OpenAI e Anthropic já manifestaram, este ano, junto do regulador do mercado norte-americano (SEC), a sua intenção de entrar em bolsa, ou IPO na sigla inglesa.
A OpenAI manifestou a sua intenção de entrar em bolsa, a 8 de junho. “Submetemos recentemente um S-1 confidencial. Esperamos que venha a público, por isso estamos simplesmente a anunciá-lo. Ainda não decidimos o calendário; poderá demorar algum tempo, porque há coisas que queremos fazer que provavelmente serão mais fáceis enquanto empresa não cotada em bolsa. Mas é um conjunto complexo de ponderações e isto dá-nos a opção de entrar em bolsa mais cedo se isso acabar por ser o melhor”, disse a detentora do ChatGPT.
A Anthropic manifestou a sua intenção de entrar em bolsa a 1 de junho. “Hoje, a Anthropic submeteu confidencialmente um rascunho de declaração de registo no Formulário S-1 à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) para uma proposta de oferta pública inicial (IPO) das nossas ações ordinárias. Isto dá-nos a opção de abrir o capital após a conclusão da análise da SEC. A oferta pública inicial proposta dependerá das condições de mercado e de outros fatores. O número de ações a oferecer e o preço ainda não foram definidos”, referiu a empresa.
No caso da OpenAI a estreia em bolsa pode ser adiada para 2027.
Em junho, o New York Times, tinha avançado que a OpenAI estava inclinada a adiar a sua entrada em bolsa para 2027, citando três pessoas conhecedoras do processo. As mesmas fontes salientaram que a intenção da empresa, liderada por Sam Altman, passava por entrar em bolsa no terceiro ou quarto trimestre deste ano. Sam Altman terá ainda pressionado os banqueiros e advogados que contratou para o IPO no sentido de encontrarem uma forma de que a empresa fosse avaliada em um bilião de dólares (880 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) quando entrasse em bolsa, superando a anterior avaliação de 730 mil milhões de dólares (641,6 mil milhões de euros).
Os consultores terão sugerido a opção de adiar o IPO para 2027 de modo a que avaliação da empresa atingisse um bilião de dólares (880 mil milhões de euros) ou então reduzir essa meta de modo a que a entrada em bolsa fosse mais rápida. Mas Sam Altman terá defendido que alterar a avaliação estaria fora de questão.
E numa reunião com funcionários a 19 de agosto a diretora financeira da OpenAI (CFO na sigla inglesa), Sarah Friar, disse, em declarações transcritas pela CNBC, que a empresa entrará na bolsa em 2027 ou mais cedo “se o negócio continuar a crescer”.
A CFO adiantou que a oferta pública inicial (IPO) “não é uma linha de chegada, é um marco, mais uma ronda de angariação de fundos”, de acordo com fontes conhecedoras do processo. “Captámos 122 mil milhões de dólares (104,3 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) em março, e isso dá-nos flexibilidade”, acrescentou.
Sarah Friar terá dito também aos funcionários da OpenAI para não se preocuparam se a Anthropic, que detém o Claude, entrar primeiro na bolsa.
“Como sabem, estamos sob sigilo, e a Anthropic também. Existe a possibilidade de revelarem esse sigilo nas próximas semanas e tornarem o assunto público em setembro. Tudo bem, estamos a seguir o nosso próprio caminho”, disse a CFO.
No caso da Anthropic, foi reportado pelo Financial Times, a 13 de agosto, que os investidores esperam que a empresa entre em bolsa com uma avaliação de dois biliões de dólares (1,7 biliões de euros), o que, a confirmar-se, bateria o recorde alcançado a 12 de junho deste ano da SpaceX de 1,7 biliões de dólares (1,4 biliões de euros). A última ronda de financiamento colocou a avaliação da empresa em 965 mil milhões de dólares (827,9 mil milhões de euros) tornando-a a não cotada mais valiosa do mundo.
Share this content:


Publicar comentário