Só 7% dos universitários têm acesso ao mercado de alojamento, indica estudo
Numa altura em que se aproxima o regresso às aulas os estudantes universitários procuram alojamento destinado a este mercado, mas a oferta é claramente inferior face à procura, tal como demonstra o estudo da Cushman & Wakefield divulgado esta terça-feira, 25 de agosto, segundo o qual apenas 7% dos universitários têm acesso ao mercado de alojamento a nível nacional.
Contudo, e no caso dos estudantes em Lisboa este acesso é viável somente para 5%, enquanto no Porto o acesso é de 10% dos estudantes. Nos últimos 12 meses, a oferta de alojamento estudantil em Lisboa e Porto cresceu cerca de 2.500 camas (+16% face ao ano anterior), atingindo um total de quase 18.000 camas em 2026.
Os custos associados à frequência do ensino superior, incluindo o alojamento, continuam a influenciar as decisões dos estudantes. Atualmente, os valores mensais de um estúdio individual em projetos de Purpose-Built Student Accommodation (PBSA) privados situam-se entre 740 euros e 1.500 euros em Lisboa e entre 735 euros e 980 euros no Porto.
“As yields prime mantêm-se estáveis nos 5,25%, reforçando a atratividade e resiliência do setor num mercado cada vez mais maduro. Portugal mantém uma das menores taxas de cobertura da Europa e Lisboa continuará a enfrentar um dos maiores défices de alojamento estudantil das cidades europeias comparáveis”, pode ler-se no estudo.
Ana Gomes, Head of Research & Insight na Cushman & Wakefield refere que o desafio deixou de ser provar a existência de procura e passou a ser criar capacidade suficiente para responder a essa procura.
“A próxima fase de desenvolvimento do setor deverá passar não apenas pela criação de maiscamas, mas também pela capacidade de disponibilizar uma oferta diversificada e ajustada às diferentes necessidades dos estudantes”, afirma.
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