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Défice comercial desce para três mil milhões em julho. Exportações aumentam 6,5%

Défice comercial desce para três mil milhões em julho. Exportações aumentam 6,5%

O défice da balança comercial de bens atingiu os 3.052 milhões de euros em julho, o que significou um desagravamento de 393 milhões de euros face ao período homólogo, segundo os dados do comércio internacional divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira, 9 de setembro.
Neste período as exportações e as importações de bens registaram aumentos de 6,5% e 0,6%, respetivamente e face ao período homólogo (+10,7% e +19,6%, pela mesma ordem, em junho de 2026).
Quando excluídas as transações sem transferência de propriedade (TTE), transações com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda, o aumento foi de 7,0% nas exportações e 5,5% nas importações (+11,7% e +16,9%, respetivamente, em junho de 2026).
Excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 4,2% (após +7,5%, em junho), evidenciando um crescimento mais moderado do que o observado no total. Esta diferença deveu-se ao forte crescimento das exportações desta categoria de produtos em julho (+46,6% face ao período homólogo), refletindo aumentos de volume (+3,8%) e, principalmente, de preço (+41,3%).
O índice de valor unitário (preços) das exportações registou uma variação homóloga positiva de 5,6% (após +4,8% em junho de 2026 e -1,9% em julho de 2025), mantendo a trajetória de crescimento iniciada em março. Excluindo os produtos petrolíferos, a variação foi de +3,1% (+2,3% em junho de 2026; -0,9% em julho de 2025).
Entre os principais países parceiros comerciais de 2025, destacou-se, em julho de 2026, o acréscimo das exportações para a Espanha (+11,0%), em grande medida refletindo a evolução das transações de combustíveis e lubrificantes e de fornecimentos industriais.
Em sentido contrário, destacaram-se os decréscimos das exportações do Reino Unido (-10,3%), refletindo, sobretudo, a evolução das transações das categorias de material de transporte e de combustíveis e lubrificantes, e também dos Países Baixos (-12,1%), essencialmente devido à diminuição dos combustíveis e lubrificantes, nomeadamente de óleos leves e preparações de petróleo.
Já no caso das importações e excluíndo combustíveis e lubrificantes observou-se uma descida de 3,1% em julho de 2026 (+16,5%, em junho de 2026). Esta evolução deveu-se a acréscimos em volume (+12,9%) e, sobretudo, nos preços destes produtos (+26,4%).
Os índices de valor unitário (preços) das importações registaram a quarta variação positiva consecutiva, embora com abrandamento, +5,1% (+6,1% em junho de 2026 e -3,0% em julho de 2025). Excluindo os produtos petrolíferos, a variação dos preços foi de +2,9% (+2,5% no mês anterior; -1,6% em julho de 2025).
Para além dos Combustíveis e lubrificantes, destacou-se o acréscimo dasimportações de máquinas e outros bens de capital (+10,2%), sobretudo máquinas e aparelhos e ótica e precisão. Em sentido contrário, destaque para o decréscimo das importações de fornecimentos industriais (-14,2%).
Esta descida resultou, em grande parte, da diminuição de transações de produtos químicos com vista a trabalho por encomenda (sem transferência de propriedade) provenientes, sobretudo, da Irlanda. Excluindo este tipo de transações, os fornecimentos industriais registaram um aumento de 0,2%.
Destacaram-se os acréscimos das importações provenientes de rança (+25,6%), sobretudo de material de transporte, maioritariamente aviões, de Espanha (+4,3%), principalmente Combustíveis e lubrificantes.
De salientar também o aumento da Nigéria (584,8%), tratando-se essencialmente de importações de Combustíveis e lubrificantes. Destaca-se ainda a Irlanda, com uma diminuição significativa (81,2%), essencialmente produtos da categoria de fornecimentos industriais, correspondendo sobretudo a transações de produtos químicos com vista a trabalho por encomenda (sem transferência de propriedade) Excluíndo este tipo de transações, as importações provenientes da Irlanda registaram mesmo um aumento de 60,9%.

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