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Edifícios licenciados sofrem quebra de 7,1% para 6,2 mil no segundo trimestre

Edifícios licenciados sofrem quebra de 7,1% para 6,2 mil no segundo trimestre

Foram licenciados 6,2 mil edifícios no segundo trimestre o que correspondeu a uma quebra de 7,1%, face ao período homólogo de 2025, sendo que no trimestre anterior a descida tinha sido de 9,7%, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta sexta-feira, 11 de setembro.
Do total de edifícios licenciados, 77,5% corresponderam a construções novas, das quais 83,1% se destinavam à habitação familiar. Foram ainda licenciados 285 edifícios para demolição, representando 4,6% do total de edifícios licenciados.
Em termos regionais, apenas a Região Autónoma da Madeira (+25,2%) e o Norte (+0,2%) registaram aumentos homólogos no número de edifícios licenciados. As diminuições, foram mais expressivas na Grande Lisboa (-35,1%), no Algarve (-24,9%) e na Península de Setúbal (-20,3%).
As construções novas licenciadas diminuíram 5,6% em termos homólogos e 4,1% face ao trimestre anterior. As obras de reabilitação registaram igualmente decréscimos, de 11,9% em termos homólogos e de 11,2% relativamente ao trimestre precedente.
Regionalmente, o número de construções novas licenciadas aumentou apenas na Região Autónoma da Madeira (+26,7%), no Norte (+3,6%) e no Centro (+1,8%), enquanto nas restantes regiões se destacaram os decréscimos registados na Grande Lisboa (-33,1%) e no Alentejo (-22,3%).
No período em análise foram licenciados 11,8 mil fogos em construções novas para habitação familiar, correspondendo a um crescimento homólogo de 10,8%, após o decréscimo de 2,2% observado no trimestre anterior.
O Algarve apresentou a redução mais acentuada (-52,6%), seguindo-se o Alentejo (-3,7%) e a Península de Setúbal (-2,9%). Nas restantes regiões registaram-se aumentos, destacando-se a Região Autónoma da Madeira (+85,2%) e a Grande Lisboa (+38,0%).
A área total licenciada aumentou 24,2% em termos homólogos, após o decréscimo de 13% registado no trimestre anterior. Apenas três regiões registaram decréscimos neste indicador: o Algarve (-43,2%), o Oeste e Vale do Tejo (-22,1%) e a Península de Setúbal (-7,3%). Nas restantes regiões observaram-se aumentos, destacando-se o Alentejo, com o crescimento mais expressivo (+259,9%), seguido, a alguma distância, pela Região Autónoma da Madeira (+67,6%).
O Norte manteve-se como a principal região em termos de licenciamento, concentrando 39,8% dos edifícios licenciados, 41,1% das construções novas e 35,1% dos edifícios destinados a reabilitação. O Centro ocupou a segunda posição nos três indicadores, com 21,2%, 21,0% e 21,3%, respetivamente. O Oeste e Vale do Tejo posicionou-se em terceiro lugar, representando 12,4% do total de edifícios licenciados, 12,7% das construções novas e 10,4% dos edifícios destinados a reabilitação.
Relativamente aos fogos licenciados em construções novas para habitação familiar, o Norte concentrou 47,8% do total nacional, seguindo-se o Centro (16,0%) e a Grande Lisboa (13,9%). A análise ao nível municipal revelou diferenças significativas na evolução do número de fogos licenciados em obras de edificação. Os cinco municípios com maior aumento absoluto, considerando construções novas e obras de reabilitação, concentraram 26,1% do total nacional, face a 17,6% no trimestre homólogo.
Em conjunto, estes municípios registaram um acréscimo de 1 333 fogos licenciados (+62,8%). Em contraste, os cinco municípios com maior redução absoluta registaram, no seu conjunto, menos 956 fogos licenciados do que no mesmo trimestre do ano anterior (-69,6%).
No segundo trimestre estima-se que tenham sido concluídos 3,9 mil edifícios em Portugal, incluindo construções novas, ampliações, alterações e reconstruções. Este resultado traduziu-se num decréscimo homólogo de 4,2%, após o decréscimo de 6,9% registado no trimestre anterior. As construções novas continuaram a representar a maioria dos edifícios concluídos, correspondendo a 81,7% do total, das quais 80,1% se destinaram à habitação familiar.
Em termos regionais, a Região Autónoma dos Açores (+7,9%), o Oeste e Vale do Tejo (+7,1%), o Centro (+6,7%) e a Região Autónoma da Madeira (+3,1%) registaram aumentos no número de edifícios concluídos. Nas restantes regiões observaram-se diminuições: Península de Setúbal (-15,1%), Algarve (-13,1%), Norte (-11,5%) e Alentejo (-4,4%).
As construções novas concluídas decresceram 5,4% a nível nacional face ao segundo trimestre de 2025. Quatro regiões registaram variações homólogas positivas: a Região Autónoma dos Açores (+12,7%), o Oeste e Vale do Tejo (+9,0%), o Centro (+5,9%) e a Grande Lisboa (+2,7%).
Nas restantes regiões observaram-se decréscimos, mais acentuados na Península de Setúbal (-16,7%) e no Norte (-14,1%). Nas obras de reabilitação verificou-se um crescimento homólogo de 1,6%, com cinco regiões a registarem aumentos: a Península de Setúbal e a Região Autónoma da Madeira (+30,0% em ambas), o Alentejo (+15,1%), o Centro (+9,4%) e o Norte (+1,9%). Entre as regiões com variações negativas, a Grande Lisboa registou o decréscimo mais acentuado (-30,2%).
No segundo trimestre foram concluídos 7,4 mil fogos em construções novas para habitação familiar, correspondendo a um acréscimo homólogo de 11,6%, após o decréscimo de 1,5% registado no no primeiro trimestre de 2026.
Esta evolução refletiu dinâmicas regionais distintas, com cinco regiões a registarem variações positivas: a Região Autónoma dos Açores (+71,3%), o Alentejo (+26,7%), a Grande Lisboa (+24,5%), o Norte (+18,4%) e o Centro (+12,1%). Nas restantes regiões observaram-se diminuições: o Oeste e Vale do Tejo (-17,3%), a Região Autónoma da Madeira (-16,0%), o Algarve (-9,9%) e a Península de Setúbal (-3,0%). A variação homóloga observada na Região Autónoma dos Açores (+71,3%) correspondeu, em termos absolutos, a um acréscimo de 67 fogos.
Neste período as regiões do Norte e do Centro concentraram mais de metade dos edifícios concluídos (57,9%) e dos fogos concluídos em construções novas para habitação familiar (60,2%). No que respeita aos edifícios concluídos, o Norte manteve a liderança, concentrando 37,3% do total nacional, seguido pelo Centro (20,6%) e pelo Oeste e Vale do Tejo (11,6%).
Relativamente aos fogos concluídos em construções novas para habitação familiar, o Norte voltou a ocupar a primeira posição, com 45,9% do total, seguido da Grande Lisboa (14,6%) e do Centro (14,2%).
A área total construída em Portugal aumentou 11,7% face ao trimestre homólogo de 2025. Três regiões apresentaram variações negativas neste indicador: a Península de Setúbal (-31,7%), a Região Autónoma da Madeira (-13,2%) e o Algarve (-11,1%). Nas restantes regiões observaram-se aumentos, mais acentuados no Alentejo (+70,6%) e na Região Autónoma dos Açores (+43,6%).

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