Foguetórios, censuras e o tom falcão. Veja o rating desta semana
Christine Lagarde, presidente do BCE | A-
A decisão de voltar a subir as taxas de juro em 25 pontos base já era esperada. Lagarde não desiludiu os mercados face à aceleração da inflação devido à guerra no Irão. A nova onda de pressão nos preços já alastra em diversos setores da economia. Impõe-se combater. O passo seguinte é uma incógnita, mas
incerteza reforça o tom falcão.
Luís Montenegro, primeiro-ministro | B-
O debate prometia ser dominado pelo caso Luís Neves, obrigando Montenegro a absorver o desgaste da polémica que o Chega tentou transformar no centro da discussão política. Mas Ventura acabou por
ser encostado às boxes. Censura foi fintada com o alívio do IRS, antes afastado, e o bónus aos pensionistas. Trunfo bem guardado com um cheque de 800 milhões para os portugueses. Afinal, havia folga.
André Ventura, presidente do Chega | C-
A moção de censura do Chega com o chumbo pré-anunciado resumiu-se a um foguetório político. Foi estéril. Deu um sinal de um partido que não sai da bolha e esqueceu a vida real das pessoas. Acabou por ser esvaziada com os anúncios de alívio do IRS e bónus para as pensões. Mas serviu para testar forças para a batalha do OE2027. Colou os socialistas à AD com o PS a viabilizar o Governo.
Friedrich Merz, chanceler da Alemanha
O governo de Merz está sob pressão com a vitória direita radical na Saxónia-Anhalt. Confrontado com o colapso do seu modelo económico de sucesso. Após resultado catastrófico, promete explicar me
lhor reformas. Enquanto membros do seu partido ponderam apoiar a AfD para formar o primeiro governo de ultradireita na Alemanha do pós-guerra. Houve um terramoto eleitoral, o erro é ignorá-lo.
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