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Oliver Solberg pensa no título: “agora não estou tão longe”

Oliver Solberg pensa no título: “agora não estou tão longe”

Oliver Solberg conquistou a vitória no Rali do Chile, naquela que foi a sua terceira vitória no Campeonato do Mundo de Ralis, segunda deste ano. Este triunfo relança as suas aspirações ao título mundial da modalidade, a apenas duas rondas do final da temporada.
A realizar a sua primeira participação com um carro Rally1 no Chile — prova que já tinha vencido por duas vezes no WRC2 —, o piloto foi o mais rápido em seis das 16 especiais. Solberg liderou o rali em quase todas as fases, terminando a jornada de sexta-feira com 10,1 segundos de vantagem. Ao longo do fim de semana, soube gerir os pneus e resistiu aos ataques de Sébastien Ogier na etapa de sábado, ampliando a margem para 19,1 segundos antes do derradeiro dia de prova: “Nos últimos três ralis, tenho tido a sensação de que sou capaz de lutar por vitórias”, explicou o piloto. “Tem havido apenas alguns pequenos azares que interromperam essas oportunidades. Mas, finalmente, agora, tudo correu bem com o carro, comigo próprio, com tudo. Pude apenas focar-me no meu trabalho e pilotar”, concluiu.

Sublinhando a importância da consistência, o vencedor destacou o controlo demonstrado na gestão do ritmo. “Estou muito feliz com a consistência e com o controlo de saber quando atacar e quando não atacar”, afirmou, acrescentando: “Não foi um fim de semana fácil, mas foi um fim de semana incrível”. Questionado sobre se teria adotado uma postura mais conservadora, o piloto rejeitou alterações profundas na sua abordagem. “Ataquei quando tive de atacar, mas limitei-me a pilotar da mesma forma que piloto sempre. Não há diferença”, frisou, concluindo: “Precisamos apenas que todos os detalhes estejam connosco o tempo todo para formar o pacote completo, e finalmente tudo se encaixou”.
Impacto crucial nas contas do campeonatoEsta vitória surge numa altura crucial do campeonato, uma vez que Solberg viajou para o Chile no terceiro posto da classificação de pilotos e a 41 pontos do líder Elfyn Evans. Esta fase tem sido marcada por uma série de vitórias consecutivas de Sami Pajari na Estónia, Finlândia e Paraguai. O triunfo chileno, somado a um furo tardio de Evans e a uma prova mais discreta de Pajari, alterou significativamente o panorama da tabela classificativa.
“Quando vim para a América do Sul, o plano era vencer os dois ralis”, revelou o piloto, admitindo que a equipa teve oportunidades no Paraguai antes de os contratempos surgirem. “Sinto que tivemos a oportunidade de o fazer no Paraguai, mas aqui tudo se encaixou bem e conseguimos somar muitos pontos, o que foi muito importante”. Reconhecendo a ajuda da fortuna, Solberg acrescentou: “Os outros, felizmente, não tiveram um fim de semana tão forte, por isso também houve um pouco de sorte. Mas precisamos disso, por vezes. Já tive a minha dose de azar, por isso é bom que tudo se tenha, de certa forma, encaixado. Não estou assim tão longe agora, por isso é bom”.
As contas do campeonato ficam agora em aberto para as últimas duas etapas da temporada, com a realização do Rali da Sardenha no início de outubro e a derradeira ronda na Arábia Saudita em novembro.
FOTOS @World

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