Seguro disse ao Papa que em Portugal há muitas pessoas “cujo dinheiro não estica até ao final do mês”
O Presidente da República relatou, esta quinta-feira, 24 de setembro, ter dito ao Papa Leão XIV, sobre a situação em Portugal no atual contexto de aumento de preços, que há muitas pessoas cujo “dinheiro não estica até ao final do mês”.
O chefe de Estado, que falava aos jornalistas na Embaixada de Portugal junto da Santa Sé, escusou-se depois, nesta ocasião, a responder se considera que está a ser feito o suficiente em Portugal para ajudar quem passa dificuldades: “Vamos ter oportunidade de falar sobre esse tema, mas não aqui, nem hoje”.
Antes, António José Seguro referiu que no encontro que teve hoje com o Papa ambos defenderam “o cessar imediato das guerras” e, questionado sobre a guerra desencadeada por Estados Unidos da América e Israel contra o Irão, apelou à procura de uma solução “que permita a livre circulação de todos os navios no Estreito de Ormuz”.
“Porque essa é uma das razões pelas quais o preço do petróleo está elevadíssimo, que leva e conduz a uma pressão inflacionista, e que as pessoas, com o mesmo dinheiro, não consigam comprar tantos medicamentos”, salientou.
“Eu, aliás, tive oportunidade hoje de dizer ao Papa que em Portugal há muitas pessoas que não chegam, que o dinheiro não estica até ao final do mês”, relatou, em seguida, o Presidente da República.
António José Seguro reiterou que é preciso “encontrar soluções e uma delas é cessar com as armas”, no Irão, como na Ucrânia.
“Não se justifica absolutamente estas guerras, é necessário que os líderes se sentem, dialoguem, encontrem soluções para os seus problemas. Não há nenhum problema que a mente humana não consiga avaliar e que a boa vontade não consiga resolver”, acrescentou.
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