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Depósitos das famílias caem 2,6 mil milhões de euros em agosto mas crescem 3,7% em termos homólogos

Depósitos das famílias caem 2,6 mil milhões de euros em agosto mas crescem 3,7% em termos homólogos

Os depósitos dos particulares nos bancos residentes diminuíram 2,6 mil milhões de euros em agosto, para 204,2 mil milhões de euros, segundo as estatísticas divulgadas esta sexta-feira pelo Banco de Portugal (BdP).
A queda mensal refletiu sobretudo a redução de 2.252 milhões de euros nas responsabilidades à vista, que incluem maioritariamente os depósitos à ordem. Já os depósitos a prazo recuaram 347 milhões de euros no mesmo período.
Apesar da descida mensal, o stock de depósitos das famílias manteve-se acima do nível registado um ano antes. Em termos homólogos, cresceu 3,7% em agosto, embora a um ritmo inferior aos 4,5% observados em julho.
Segundo o Banco de Portugal, esta desaceleração refletiu um efeito de sazonalidade, que foi mais pronunciado em 2026.
No final de agosto, os depósitos dos particulares totalizavam assim 204,2 mil milhões de euros, depois de terem atingido um nível superior no mês anterior.
Em sentido contrário, os depósitos das empresas registaram uma subida expressiva em agosto. O stock nos bancos residentes aumentou 2.863 milhões de euros face ao final de julho, para 81,4 mil milhões de euros.
Em termos homólogos, os depósitos das empresas cresceram 11,5%, mantendo a mesma taxa de variação registada em julho.
A evolução dos depósitos surge num contexto de crescimento do crédito bancário, sobretudo no segmento das famílias. Em agosto, o stock de empréstimos a particulares aumentou 10,8% em termos homólogos, impulsionado pelo crédito à habitação, que cresceu 11,2%, a maior taxa desde fevereiro de 2003.

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