Leandro Barreiro abre o livro: “As pessoas querem o Benfica campeão”
Convocado por Jeff Strasser para as quatro primeiras jornadas da fase de grupos da Liga das Nações, nas quais o Luxemburgo vai ter pela frente Bulgária (por duas vezes), Islândia e Estónia, Leandro Barreiro concedeu, esta quinta-feira, uma extensa entrevista ao jornal Luxemburger Wort, na qual fez o que não costuma fazer, e abordou o lado mais pessoal da vida.
O médio, recorde-se, chegou ao Estádio da Luz no verão de 2024, proveniente do Mainz, a ‘custo zero’, e, até ao momento, soma 14 golos e 12 assistências ao cabo de 110 partidas oficiais, em todas as competições. A preponderância no plantel encarnado é cada vez maior… e tem vindo a ser acompanhada de um natural reconhecimento público.
“Nos últimos dois anos, a minha vida não mudou ao ponto de eu já não poder sair à rua. As pessoas querem dar-me força e desejam que o Benfica conquiste o título de campeão. Hoje em dia, talvez me digam mais vezes que fiz um bom jogo e que sou importante para a equipa. Quando vou a um café, abordam-me para falar do Benfica”, afirmou.
“As pessoas ficam contentes quando veem um futebolista num café, numa farmácia ou num supermercado. Reconhecem-me e querem falar comigo. Tento tratar com respeito todas as pessoas que se aproximam de mim e fico contente com cada comentário positivo”, acrescentou, sem esconder que os adeptos portugueses “são muito mais apaixonados” do que os luxemburgueses
“Para muitos, o clube é a coisa mais importante na vida. Por isso, às vezes tenho de manter um pouco mais de distância para não me deixar influenciar por essas emoções”, ressalvou.
“Quase não vejo futebol”
O jogador de 26 anos de idade sublinhou, de seguida, que aquilo que faz no âmbito privado “não diz respeito a ninguém”, de tal modo que apenas o partilha com o seu “treinador mental”: “Trabalha comigo há quase seis anos. Analisamos tudo e procuramos métodos que me permitam lidar melhor com situações difíceis. Falo com ele sobre tudo, porque considero que tudo influencia o meu desempenho em campo. Por isso, não seria sensato excluir uma parte da minha vida”.
“Gosto de ler, tocar piano, dar passeios e passar tempo com o meu cão. Já não é segredo que vejo anime”, confessou o internacional luxemburguês, antes de revelar que está a aprender a falar… japonês: “Utilizo o Duolingo. Não tenho professor particular, porque isso significaria mais um compromisso. Aprender com a aplicação pode não ser o melhor método, mas para mim é suficiente”.
“Há alguns anos, não teria dito nada sobre isso, mas entretanto tornei-me um pouco mais descontraído. Tento passar o tempo que tenho com a minha família e falar sobre outras coisas. Já tenho treinos e jogos suficientes. Se também falar de futebol nos tempos livres, torna-se demasiado. Quase não vejo futebol. Os únicos jogos que vejo são os do Mainz ou, às vezes, um grande jogo da Liga dos Campeões”, concluiu.
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