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PS/Açores admite abstenção no Orçamento de 2027 mediante condições

PS/Açores admite abstenção no Orçamento de 2027 mediante condições

O líder do PS/Açores admite abster-se na votação do Orçamento regional de 2027, mas estabelece como condições que a coligação PSD/CDS-PP/PPM contribua para a redução do custo de vida e a descida do preço dos combustíveis.
“Se o Governo Regional quer que o PS/Açores seja parceiro na aprovação do Orçamento, através de uma abstenção, vai ter que ter em atenção várias questões, nomeadamente a questão do custo de vida e a descida do preço dos combustíveis”, afirmou Francisco César, recandidato à liderança do partido.
O dirigente socialista falava aos jornalistas à margem da reunião da Comissão Regional, em Ponta Delgada, que agendou para 15 a 17 de janeiro o congresso regional, em Angra do Heroísmo, sendo recandidato à liderança.
A 14 de novembro, terão lugar as eleições para delegados ao congresso e para a liderança do partido, sendo que Francisco César se apresenta com “um objetivo muito claro: os Açores precisam de um novo futuro, de uma mudança no rumo que está a ser seguido”.
Para o dirigente socialista, as pessoas “vivem pior e as perspetivas de futuro não são nada animadoras em nenhum setor, seja na agricultura, nas pescas, no turismo e o que está relacionado com o custo de vida”.
Francisco César pretende deixar claro na sua moção de estratégia a necessidade de dar “uma atenção especial ao custo de vida das famílias”.
“No dia 01 de outubro, cada pessoa irá pagar a mais, só em combustível, gás, gasóleo ou gasolina, com estes aumentos, mais 62 euros. Uma família que tenha um empréstimo à habitação que ronde os 250 mil euros irá pagar mais 180 euros por mês de prestação ao banco”, afirmou.
Acresce que “o preço do supermercado está cada vez mais caro e não há políticas do ponto de vista dos transportes aéreos e de carga”, de acordo com o socialista.
Francisco César considera que “o Governo Regional está ganhar dinheiro com os combustíveis” e “deve arranjar um mecanismo, através do ISP ou de soluções semelhante ao ‘e-voucher’, como o Governo da República fez em tempos”, para devolver às famílias o remanescente.
Francisco César quer investir na educação e qualificação, uma vez que os Açores “estão na cauda do país”, propondo-se na área um projeto de interesse comum.
O líder do PS/Açores pretende ainda “sanear as contas públicas da região, cuja situação é grave”, sendo que “o último défice dos Açores foi superior a 5% e a dívida pública superior, em termos do PIB, a 6%, em termos de crescimento”.

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