Flexdeal lança primeiras “PME bonds” com garantia pública em Portugal e entra na moda e no fitness
A Flexdeal lançou as primeiras “PME bonds” com garantia pública em Portugal com linha de 100 milhões aprovada pelo Banco Português de Fomento. A novidade é o principal destaque do Relatório Intercalar do primeiro semestre de 2026 da Flexdeal – a primeira e única SIMFE – Sociedade de Investimento Mobiliário para o Fomento da Economia – do país, que foi hoje submetido à CMVM.
A primeira e única Sociedade de Investimento Mobiliário para o Fomento da Economia (SIMFE) em Portugal soma 2 novos investimentos estratégicos na Quebramar (marca portuguesa de moda) e na Shape Pilates Reformer e atinge 12 milhões em emissões agrupadas, na senda de se consolidar como plataforma integrada de financiamento para PME.
Os dois investimentos foram realizados através de instrumentos de financiamento com características de quasi-capital e dívida, bem como da aquisição de participações.
Com estas duas entradas, a carteira da Flexdeal passa a integrar 19 empresas, distribuídas por 13 setores de atividade – de fintech, software e metalomecânica a nutrição desportiva, carpintaria, moda e fitness – num investimento global de cerca de 21 milhões de euros.
No primeiro semestre de 2026, a sociedade lançou novos produtos financeiros e reforçou as Emissões Obrigacionistas Grupadas.
De acordo com o Relatório de Contas Intercalar de 2026, relativo ao período entre 1 de janeiro e 30 de junho e submetido à CMVM, “a Flexdeal fechou o semestre com uma carteira de 19 empresas, distribuídas por 13 setores de atividade – entre os quais fintech, software, nutrição desportiva, metalomecânica, moda, carpintaria e fitness – num investimento global de cerca de 21 milhões de euros”.
Durante o período, a sociedade registou rendimentos de aproximadamente 2,9 milhões de euros e um EBITDA consolidado de 408 mil euros. A 30 de junho, apresentava um capital próprio consolidado de 22,7 milhões de euros e uma autonomia financeira de 67%, o que, segundo a empresa, reflete a solidez financeira da sociedade. O capital social cifra-se em cerca de 18,6 milhões de euros, representado por 3.717.054 ações ordinárias com valor nominal de cinco euros cada.
Um dos destaques do semestre é a aposta nas Emissões Obrigacionistas Grupadas, que atingiram 12 milhões de euros no período, reforçando o posicionamento da Flexdeal enquanto solução complementar ao financiamento bancário tradicional.
O outro marco foi a aprovação, pelo Banco Português de Fomento (BPF), do lançamento das primeiras “PME bonds” com garantia pública em Portugal, numa iniciativa desenvolvida em parceria com a Flexdeal e a Raize. A linha aprovada ascende a 100 milhões de euros, dos quais 50 milhões destinados a PME de diversos setores da economia e 50 milhões direcionados para empresas do setor do turismo.
“A aprovação desta linha constitui um passo relevante para o desenvolvimento do mercado de capitais português e para a democratização do acesso das PME a fontes alternativas de financiamento. Trata-se de uma solução inovadora que reforça a competitividade das empresas e contribui para o crescimento do financiamento alternativo em Portugal”, afirma Alberto Amaral, CEO e fundador da Flexdeal.
A empresa sublinha ainda a continuação da estratégia de consolidação do ecossistema “Flexdeal & Raize”, um dos pilares centrais de crescimento. Neste âmbito, a Flexdeal já comunicou ao mercado a intenção de aumentar a sua participação na Raize – Instituição de Pagamentos, reforçando a criação de valor para ambas as organizações e potenciando o desenvolvimento de novas soluções para investidores e empresas. O eventual aumento de participação permanece sujeito à aprovação do Banco de Portugal.
“A Flexdeal continua focada em disponibilizar soluções inovadoras e diferenciadas que respondam às necessidades de financiamento das empresas portuguesas. O nosso objetivo é contribuir ativamente para o crescimento sustentável das PME, reforçando uma combinação de capital, tecnologia e conhecimento”, explica Alberto Amaral.
O foco mantém-se, segundo a sociedade, na disponibilização de um leque variado de produtos financeiros à medida das PME, como os mútuos e as emissões obrigacionistas individuais ou grupadas, em complementaridade com o negócio da Raize, a primeira plataforma de financiamento colaborativo (crowdfunding) em Portugal.
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