Casa Financeira quer elevar a exigência no crédito, seguros e imobiliário e aposta na literacia financeira como missão
A Casa Financeira apresentou esta quinta-feira, em Lisboa, o seu projeto a parceiros do setor financeiro, assumindo a ambição de elevar os padrões de exigência nas áreas do crédito, dos seguros e do imobiliário. O encontro, realizado na Unicorn Factory, no Beato, reuniu representantes da banca, seguradoras e instituições financeiras, numa sessão que serviu para detalhar a estratégia de crescimento da empresa e reforçar a aposta na literacia financeira.
Segundo o comunicado da intermediária de crédito, depois do lançamento oficial da marca, os responsáveis da Casa Financeira aproveitaram a iniciativa para apresentar a visão da empresa, que pretende posicionar-se como “a Casa de todas as decisões financeiras”, concentrando num único espaço serviços de crédito, seguros e imobiliário.
O chairman da Casa Financeira, Ricardo Costa, revelou os planos de expansão da rede, que conta atualmente com seis lojas, sublinhando que o crescimento será orientado pela qualidade e não pela dimensão. “Não queremos ser muitos. Queremos ser os melhores. E quem me conhece sabe que sou um defensor da coesão social e territorial, e por isso, a Casa Financeira quer estar presente no interior”, afirmou.
A formação contínua dos profissionais surge como um dos pilares da estratégia da empresa. O CEO, Francisco Tavares, defendeu que a literacia financeira deve ser encarada como uma missão permanente e não apenas como um complemento da atividade. “Na Casa Financeira não se disponibiliza formação. Exige-se. Todos os que trabalham na Casa têm formação todos os meses, porque só quem conhece bem o negócio pode ajudar bem quem nos procura”, disse.
Segundo os responsáveis, o modelo assenta num padrão único de atuação para todas as áreas de negócio, garantindo o mesmo nível de rigor desde a análise das necessidades do cliente até à tomada de decisão final.
A componente tecnológica foi igualmente destacada durante a apresentação. O chief commercial officer, Ricardo Machado, explicou que a proposta da empresa assenta em mecanismos reforçados de controlo e conformidade. “A nossa proposta assenta no compliance com poder de veto, auditorias e cliente mistério. Temos ainda uma forte aposta na tecnologia, com CRM próprio, nativo em IA, que verifica cada processo antes de chegar ao parceiro, com deteção de fraude documental”, referiu.
O evento contou ainda com a participação do economista e professor universitário Miguel Morgado, que abordou os desafios da economia portuguesa e a importância da preparação financeira dos cidadãos. Na sua intervenção, defendeu que o défice de conhecimento financeiro continua a representar uma fragilidade estrutural para o país.
“Sendo fundamental, ainda assim, a literacia financeira e a numeracia vivem algumas objeções em Portugal. Era importante que aprendêssemos a nos conhecermos a nós próprios, mas, enquanto sociedade, temos um problema de auto-cognição. Nos últimos 25 anos, nunca houve tantas universidades, tantas associações, empresas e, ainda assim, houve períodos de crise graves, por falta de conhecimento da realidade”, afirmou.
A Casa Financeira assenta o seu modelo de negócio numa rede de especialistas locais, numa plataforma tecnológica proprietária e em ferramentas de inteligência artificial integradas nos processos da empresa. A aposta na formação contínua é assegurada através da Academia Casa Financeira, estrutura criada para desenvolver competências técnicas e comerciais dos profissionais da rede.
Com esta estratégia, a empresa procura diferenciar-se num mercado cada vez mais competitivo, apostando simultaneamente na qualificação dos seus consultores, na tecnologia e num modelo integrado de serviços financeiros, imobiliários e de seguros.
A Casa Financeira é um ecossistema de proximidade que reúne crédito habitação, crédito ao consumo, seguros e mediação imobiliária numa mesma proposta. Nasce da Proposta Eloquente, sociedade fundada em 2017 e registada no Banco de Portugal, com mais de 300 milhões de euros em crédito intermediado e onze instituições financeiras parceiras.
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