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Desalavancagem das empresas na última década foi mais rápida do que na Zona Euro, mas mantém-se mais elevada

Desalavancagem das empresas na última década foi mais rápida do que na Zona Euro, mas mantém-se mais elevada

As empresas portuguesas reduziram de forma acentuada a alavancagem ao longo da última década, num período em que reforçaram os capitais próprios e diminuíram a dependência do financiamento bancário, de acordo com um estudo sobre a estrutura de financiamento das empresas portuguesas do Banco de Portugal, no contexto do Boletim Económico de outubro.
Entre 2013 e 2024, os capitais próprios das empresas cresceram 97%, enquanto o passivo aumentou apenas 10%, o que permitiu reduzir o rácio de alavancagem em 14,4 pontos percentuais, para 45,4%. Mas a descida, apesar de mais pronunciada do que na maioria dos países da área do euro, não foi suficiente para ficar abaixo da média europeia.
O supervisor salienta ainda que continua a existir uma proporção significativa de empresas com rácios muito elevados, em particular no setor do alojamento e restauração.
A forma como as empresas se financiam também mudou. O peso dos empréstimos caiu 8,6 pontos percentuais em 10 anos, com a maior parte da redução a resultar de um menor recurso a bancos, cujo peso recuou 7,3 pontos.
Apesar desta transformação, o crédito bancário continua a ter um peso ligeiramente superior ao da maioria dos países europeus, segundo o Banco de Portugal.
Já as dívidas ao Estado estão presentes em cerca de 86% das empresas, mas representam menos de 4% do passivo total.
A transformação da estrutura de financiamento ocorreu num período de forte aumento do número de empresas (de 373 mil para 513 mil), com os ativos a crescerem 45% entre 2013 e 2024, abaixo dos 70% de aumento do PIB nominal no mesmo período, refere ainda o estudo.

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