Presidente da Fundação EDP: “Contribuir para uma sociedade mais criativa, culta e cosmopolita”
4 perguntas a Vera Pinto Pereira, Presidente da Fundação EDP, no âmbito do 10º aniversário do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa
Quais os principais marcos desta primeira década de MAAT e o que podemos esperar nos próximos dez anos?
A rapidez e a força com que o museu se afirmou enquanto um polo incontornável da cidade é um feito extraordinário. A relevância de um novo hub de arte contemporânea na cidade – no País –, a beleza arquitetónica do edifício e o impacto do projeto como um todo na revitalização ribeirinha da zona de Belém rapidamente se revelaram uma evidência. No seu primeiro ano de existência, o MAAT foi distinguido com mais de 15 prémios e nomeações nacionais e internacionais. Foi uma primeira década extraordinária. O museu apresentou obras de mais de 1000 artistas em quase 150 exposições que atraíram três milhões de visitantes. Hoje, é impensável pensar numa Lisboa sem o MAAT. O que, para nós, representa uma enorme e desafiante responsabilidade: contribuir, através da excelência e da contemporaneidade artística e tecnológica, para um país melhor preparado e apto a responder aos desafios do século XXI e para uma sociedade mais criativa, culta e cosmopolita.
Como tem evoluído a relação do MAAT com a cidade e os seus visitantes?
O antigo Museu da Eletricidade foi sempre um espaço icónico pela imponência da sua arquitetura e pelo conteúdo histórico e científico da sua exposição permanente que percorre o património desta ex-fábrica da eletricidade. Por todo esse património de conhecimento, foi sempre um dos museus do país mais visitados por escolas. A criação do MAAT veio trazer uma nova camada de contemporaneidade e de dimensão internacional. Isto, num campus com dois dos mais emblemáticos projetos arquitetónicos do país e que deu vida a todo um novo espaço público privilegiado na frente ribeirinha de Belém, bem como a um destino cultural e turístico incontornáveis nos roteiros nacionais e internacionais.
Estão previstas aquisições para ampliar o acervo da coleção da Fundação EDP?
A Coleção de Arte Fundação EDP está em permanente construção: através de aquisições e da incorporação de obras no âmbito dos prémios que dinamizamos e apoia mos, como o Prémio Novos Artis tas e o Prémio Aquisição Fundação EDP/MAAT atribuído no FUSO – Festival Internacional de Videoarte de Lisboa. A Coleção tem hoje mais de 2500 obras, de cerca de 345 artistas e é um acervo muito relevante para a compreensão das tendências e transformações artísticas que marcaram as últimas décadas no país.
Que lastro têm deixado o Prémio Novos Artistas e Grande Prémio Fundação EDP? Serão introduzidos novos Prémios?
Os dois prémios representam um percurso de mais de 25 anos que contribui para o mapeamento e a consolidação da trajetória de sucessivas gerações de artistas nacionais, em Portugal e a nível internacional. No caso do Prémio Novos Artistas, o percurso de muitos dos vencedores ‘reconfirma’ o olhar e o critério com que os vários júris analisaram milhares de propostas ao longo dos anos. Leonor Antunes, Carlos Bunga, Gabriel Abrantes e Joana Vasconcelos – vence dora da primeira edição – são disso exemplo. Este ano, atribuímos o Grande Prémio Fundação EDP Arte a João Penalva e está a decorrer mais uma edição do Prémio Fundação EDP Novos Artistas. São dois dos mais reconhecidos prémios de arte contemporânea em Portugal. Mais do que criar novos prémios, queremos contribuir para potenciar o percurso e a visibilidade destes talentos.
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