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Air France-KLM gera mais de 1,3 mil milhões de euros de impacto anual em Portugal

Air France-KLM gera mais de 1,3 mil milhões de euros de impacto anual em Portugal

A atividade do grupo Air France-KLM gera atualmente mais de 1,3 mil milhões de euros de impacto socioeconómico anual em Portugal e sustenta cerca de 25 mil postos de trabalho, segundo um estudo divulgado esta terça-feira, 6 de outubro, pela companhia aérea.
O estudo, realizado sob coordenação do professor Herbert Castéran, do Institut Mines-Télécom Business School, avalia pela primeira vez a pegada socioeconómica do grupo em toda a União Europeia (UE).
A nível europeu, a atividade da Air France-KLM representa um impacto económico anual de quase 114 mil milhões de euros, equivalente a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) da UE, e assegura mais de 1,2 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos.
Em Portugal, o grupo indica que o impacto socioeconómico ultrapassa 1,3 mil milhões de euros por ano e representa cerca de 25 mil postos de trabalho.
A atividade considerada no estudo inclui o transporte de passageiros, o transporte de carga e a manutenção aeronáutica. Em 2025, as companhias do grupo transportaram 103 milhões de passageiros e 917 mil toneladas de carga, tendo ainda realizado intervenções de manutenção em mais de três mil aeronaves de cerca de 200 companhias aéreas.
O impacto económico resulta, segundo a Air France-KLM, das remunerações pagas aos trabalhadores, das compras a fornecedores e prestadores de serviços, das despesas dos passageiros, das receitas fiscais e da atividade gerada nos ecossistemas aeroportuários.
França é o país onde o grupo apresenta o maior impacto económico, com 52,2 mil milhões de euros por ano, equivalente a 1,8% do PIB francês, enquanto nos Países Baixos o impacto ascende a 29,1 mil milhões de euros, ou 2,4% do PIB.
O grupo destaca ainda que, em França, a sua atividade sustenta cerca de 550 mil postos de trabalho e que, por cada emprego criado diretamente pela Air France-KLM, são gerados cerca de 11 empregos na economia francesa. Nos Países Baixos, são assegurados quase 300 mil empregos a tempo inteiro.
O estudo surge num momento em que a Air France-KLM está na corrida à privatização da TAP Air Portugal. Em 30 de setembro, o grupo apresentou uma oferta final para adquirir uma participação de até 49,9% do capital da companhia aérea portuguesa.
Segundo a Air France-KLM, caso a aquisição se concretize, o contributo do grupo para a economia portuguesa poderá ser “significativamente reforçado”.
A Air France-KLM liga atualmente França, Países Baixos e outros países europeus a mais de 320 destinos em todo o mundo. O grupo empregava 80 mil pessoas no final de 2025, depois de ter recrutado três mil novos trabalhadores durante o ano.
O estudo distingue impactos diretos, indiretos, induzidos e catalíticos. Os primeiros incluem, entre outros fatores, as remunerações dos trabalhadores e o consumo de bens e serviços pelo grupo, enquanto os impactos indiretos abrangem a atividade associada aos passageiros e aos aeroportos.
Os impactos induzidos resultam das despesas dos beneficiários dos impactos diretos e indiretos, incluindo entidades públicas que recebem receitas fiscais geradas pela atividade do grupo. Já os impactos catalíticos procuram medir o efeito da conectividade aérea na atratividade económica das regiões.

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