CAP mobiliza 100 dirigentes agroflorestais para exigir ao Governo pacote de 140 milhões
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) vai promover, no próximo dia 12 de outubro, uma ação nacional de mobilização que reunirá cerca de 100 dirigentes associativos agroflorestais de todo o país em Lisboa para exigir ao Governo medidas urgentes de apoio ao setor, incluindo a disponibilização imediata de um pacote de 140 milhões de euros.
A concentração está marcada para as 11h30 junto à Assembleia da República, onde uma delegação representativa das associações que integram a CAP entregará ao presidente do Parlamento e aos grupos parlamentares do PSD, Chega, PS, IL e CDS uma carta de exigências dirigida ao Executivo. Após essa iniciativa, os dirigentes deslocar-se-ão à Residência Oficial do Primeiro-Ministro para entregar o mesmo documento.
A ação surge na sequência da reunião extraordinária do Conselho de Presidentes da CAP, que deliberou por unanimidade exigir ao Governo um conjunto de medidas de apoio consideradas essenciais para enfrentar os desafios de competitividade que afetam os produtores nacionais.
Sob o lema “Exigimos condições de competitividade para produzir!”, a confederação pretende chamar a atenção para aquilo que considera ser uma degradação das condições de produção agrícola e florestal em Portugal.
Segundo a organização, o documento que será entregue às forças políticas e ao primeiro-ministro elencará os principais fatores que justificam a mobilização nacional e defenderá a adoção urgente de medidas capazes de reforçar a competitividade das explorações agrícolas.
A CAP sublinha que as associações que representa agregam cerca de 250 mil produtores em todo o país, considerando que esta mobilização reflete uma posição comum do setor agrícola nacional.
Como forma de simbolizar a importância da produção nacional, a carta será acompanhada por um cabaz de alimentos representativos da agricultura portuguesa. A confederação afirma que a iniciativa pretende alertar para o risco de alguns destes produtos poderem deixar de ser produzidos no país caso não sejam criadas condições que permitam aos agricultores competir em igualdade de circunstâncias.
Através desta ação, os dirigentes associativos procuram transmitir aos decisores políticos uma mensagem de unidade em torno da necessidade de garantir melhores condições para a produção agrícola e florestal, defendendo que o reforço da competitividade do setor é determinante para assegurar a continuidade da produção nacional e a segurança alimentar do país.
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