França vai libertar 10 milhões de barris de gasóleo da sua reserva estratégica
França vai libertar 10 milhões de barris de gasóleo das suas reservas estratégicas para dar resposta à escassez na oferta, disse o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, na quarta-feira 8 de outubro, à rádio Franceinfo, em declarações transcritas pela agência noticiosa Reuters.
O governante francês calcula que a medida reduza de forma automática os preços entre 0,12 e 0,18 euros por litro de gasóleo.
No final de setembro, o presidente norte-americano, Donald Trump, tinha admitido avançar com uma proibição de exportação de gasóleo norte-americano para o resto do mundo. “Estamos a pensar nisso muito seriamente”, disse o governante, citado pela CNBC. O secretário da Energia norte-americano, Chris Wright, já tinha admitido que os EUA poderiam avançar com restrições em vez de uma proibição.
Pelo meio, os Estados Unidos desafiaram a Europa a libertar 120 milhões de barris sob risco de os Estados Unidos avançarem mesmo com a proibição de exportações de petróleo.
G7 liberta reservas de petróleo e gasóleo
Na sequência da ameaça norte-americana, o G7, constituído por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, acabou por anunciar, a 2 de outubro, a libertação de 100 milhões de barris de reservas estratégicas de petróleo e gasóleo. Essa libertação será coordenada pela Agência Internacional de Energia (IEA) e vai ter lugar nos próximos quatro meses, anunciou o presidente francês Emmanuel Macron, que atualmente lidera o G7.
Esta libertação inclui uma “libertação substancial” de gasóleo no prazo de 20 dias, com discussões sobre “libertações adicionais de gasóleo, conforme necessário”, confirmou o G7, em comunicado transcrito pela “BBC”. Esta decisão tem um prazo de quatro meses.
No âmbito desta decisão não haverá quaisquer “restrições à exportação de energia e produtos energéticos” entre os membros do G7, confirmou o grupo.
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