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Fórum para a Competitividade prevê crescimento do PIB acima dos 2% em 2026 apesar de abrandamento no 3.º trimestre

Fórum para a Competitividade prevê crescimento do PIB acima dos 2% em 2026 apesar de abrandamento no 3.º trimestre

O Fórum para a Competitividade estima que a economia portuguesa cresça entre 2,2% e 2,4% em termos homólogos no terceiro trimestre do ano, antecipando que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no conjunto de 2026 fique “quase inevitavelmente” acima dos 2%.
De acordo com a Nota de Conjuntura de setembro divulgada pela entidade, a variação em cadeia do PIB no terceiro trimestre deverá situar-se entre 0,3% e 0,5%, sinalizando uma perda de ritmo face aos 0,8% registados no trimestre anterior (2,5% em termos homólogos).
Apesar do enfraquecimento da atividade no Verão — com o clima económico a recuar em setembro para o nível mais baixo desde abril e a confiança dos consumidores a cair pelo terceiro mês consecutivo —, a organização sublinha que o «crescimento robusto do 1.º semestre próximo dos 2,5%» garante um desempenho anual superior a 2%.
A inflação em Portugal voltou a subir em setembro, atingindo os 3,6% (frente aos 3,3% de agosto), o valor mais elevado em mais de três anos. Este desagravamento foi impulsionado pela forte aceleração dos preços da energia, que subiram 15,4%. A taxa subjacente fixou-se nos 2,7%.
No plano externo, o relatório alerta para a degradação das perspetivas económicas internacionais, com o barril de petróleo Brent a ultrapassar de novo os 100 dólares na sequência do agravamento dos conflitos no Médio Oriente, o que levou a uma escalada generalizada das taxas de juro de curto e longo prazo no último mês.
O estudo aponta ainda a situação económica e política em França como um dos riscos mais significativos para Portugal nos próximos trimestres, podendo impactar o país por via da redução das exportações e do agravamento das condições de financiamento.
O aumento das taxas de juro em França deverá abrandar o desempenho da sua economia — que é a segunda maior da UE e o terceiro maior parceiro comercial de Portugal (em 2026 quase ao nível da Alemanha) —, contagiando outros países e desacelerando o conjunto da economia europeia. Num contexto de inflação elevada, o Banco Central Europeu estará impedido de contrariar essa desaceleração com descidas de juros, referem os economistas do Fórum.
A turbulência e o agravamento das taxas de juro de longo prazo resultantes de uma crise grave na dívida francesa terão repercussões negativas na dívida portuguesa. Em setembro, o diferencial da dívida francesa a 10 anos face à Alemanha disparou para 127 pontos base (frente a 42 pontos base em Portugal).
Relativamente ao Orçamento do Estado para 2027, o Fórum antecipa um cenário macroeconómico com um crescimento em torno de 2%, a manutenção de um ligeiro excedente orçamental e uma nova redução da dívida pública, destacando-se do lado da receita a já prometida redução da taxa de IRC de 20% para 19%.

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