JE: “Próxima etapa será de consolidação, investimento e inovação”
“Os próximos 10 anos começam agora. O Jornal Económico está forte”. Foi assim que N’Gunu Tiny, fundador do Grupo Media Nove, que detém o JE, terminou a intervenção na Alfândega do Porto, apontando o caminho que está a ser feito e o início de uma nova fase no desenvolvimento do projeto, marcada pela consolidação daquilo que foi construído, mas também pela criação de novos canais e formatos de comunicação.
“A próxima etapa será marcada pela consolidação, pelo investimento, pela inovação e pela capacidade de acompanhar transformações do setor sem perder os princípios que nos trouxeram até aqui”, disse N’Gunu Tiny. “Nas próximas semanas, nós iremos apresentar o nosso novo website e também a nossa app”, revelou. No final da conferência, foi apresentada a imagem e a estrutura do novo site, que é a ligação permanente aos consumidores da informação e das iniciativas do JE.
“Finalmente, no final deste ano, no início do próximo, estaremos também em condições de apresentar o nosso programa de rádio e as nossas rádios que vão incorporar e serem parceiras do Jornal Económico”, acrescentou. Cumpre-se mais um objetivo.
Tiny recordou as transformações vividas pela sociedade, pela economia e, especialmente pelo setor dos media na última década. O contexto económico, financeiro, tecnológico e geopolítico continua a mudar, trazendo novos desafios. “Atravessámos novas crises, uma pandemia, mudanças profundas nos mercados e na geopolítica e uma transformação tecnológica que alterou profundamente a forma como trabalhamos, comunicamos e consumimos informação”, disse. “Desde o início, tivemos uma convicção clara. Era necessário um jornal capaz de acompanhar uma economia em mudança, oferecendo informação especializada sobre a economia, empresas, mercados e finanças, combinando informação com análise e ajudando os leitores a compreender melhor o mundo à sua volta”, afirmou. Essa missão foi cumprida.
“Ao longo destes 10 anos, o setor dos media mudou profundamente. O Jornal Económico acompanhou essa transformação, reforçando a sua presença digital, desenvolvendo novos formatos e chegando aos leitores através de diferentes plataformas. Mas há algo que não mudou: a importância da confiança”, acrescentou.
A confiança tornou-se, aliás, um dos principais ativos do jornalismo numa época marcada pela abundância de informação. “Num mundo onde existe cada vez mais informação, o verdadeiro valor do jornalismo está na capacidade de selecionar, verificar, contextualizar e explicar”, sublinhou N’Gunu Tiny. “A responsabilidade de um jornal não é apenas dizer o que aconteceu, mas ajudar a compreender porque aconteceu e quais são as suas consequências. É esse compromisso com um jornalismo credível, rigoroso e útil que permanece no centro do JE”, reforçou.
Realçou, também, a sustentabilidade do projeto como uma vitória, porque garante a independência do projeto. “O Jornal Económico marcou-se pela sua estabilidade editorial, estabilidade acionista e estabilidade de gestão. A palavra que eu gostaria de destacar é sustentabilidade. Desde o início que nós dissemos que não basta ter um bom jornal”, afirmou. “Não basta ter um jornal rigoroso. Não basta fazer bom jornalismo. O jornal também teria de ser sustentável do ponto de vista financeiro. Este foi sempre o nosso objetivo e hoje podemos dizer que o JE é financeiramente sustentável”, garantiu.
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