Barclays admite anúncio de fusão entre Tesla e SpaceX antes de dezembro
Uma fusão entre a Tesla e a SpaceX poderá ser anunciada antes de dezembro, segundo uma indicação atribuída ao Barclays e divulgada esta quarta-feira pela conta de informação financeira Walter Bloomberg, na rede social X. A informação aponta para a possibilidade de um anúncio, não para a existência de um acordo concluído entre as duas empresas ligadas a Elon Musk.
A mesma indicação foi reproduzida por outros serviços de notícias financeiras, mas os elementos disponíveis não detalham os termos de uma eventual operação, a sua estrutura ou as condições para avançar. Trata-se, por isso, de uma possibilidade atribuída ao banco britânico, e não de uma confirmação por parte da Tesla ou da SpaceX.
O cenário surge numa altura de crescente aproximação entre as duas empresas. Em 8 de outubro, a SpaceX anunciou que o projeto conjunto de produção de semicondutores Terafab será instalado no condado de Grimes, no Texas. A fase inicial prevê um investimento de cerca de 16,8 mil milhões de dólares por parte da SpaceX e da Tesla, com a possibilidade de montantes superiores em futuras expansões.
Segundo a SpaceX, a fábrica produzirá chips destinados, entre outras aplicações, aos robôs humanoides Optimus e aos veículos autónomos Cybercab da Tesla, bem como aos centros de dados que a empresa aeroespacial pretende colocar no espaço. O projeto constitui, assim, um ponto de convergência entre as necessidades de computação dos negócios automóvel, de robótica e espacial de Musk.
A eventual combinação da Tesla com a SpaceX prolongaria o movimento de concentração dos interesses empresariais do empresário. Em fevereiro, a SpaceX adquiriu a xAI, responsável pelo assistente de inteligência artificial Grok, numa transação que avaliou a empresa aeroespacial em um bilião de dólares e a xAI em 250 mil milhões de dólares, segundo a Reuters. A operação foi realizada através de uma troca de ações, mantendo a xAI como subsidiária integral da SpaceX.
A hipótese de juntar a Tesla à SpaceX já vinha a ser discutida pelos analistas. Numa nota de fevereiro, citada pela imprensa financeira, Dan Levy, do Barclays, identificou como uma das principais questões dos investidores a possibilidade de Musk reunir as duas empresas numa estrutura mais ampla. Na altura, o analista considerava a combinação menos provável no imediato, mas admitia que pudesse acontecer posteriormente.
Mais recentemente, Musk voltou a alimentar a especulação ao reconhecer uma crescente sobreposição entre as atividades das empresas. Segundo uma análise publicada pela Zacks em 13 de outubro, o empresário não confirmou uma fusão e afirmou que qualquer discussão sobre uma combinação teria de seguir o processo adequado, não podendo ser conduzida numa conferência de apresentação de resultados.
A indicação agora atribuída ao Barclays antecipa, portanto, um possível calendário para o anúncio, mas deixa por esclarecer os elementos centrais de uma eventual transação, incluindo a avaliação das empresas e as condições oferecidas aos acionistas. A informação disponível não permite concluir que exista já um acordo de fusão.
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