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De Colónia para o maior grupo de aviação da Europa: conheça os números da Lufthansa

De Colónia para o maior grupo de aviação da Europa: conheça os números da Lufthansa

Aquele que é o maior grupo de aviação da Europa poderá tornar-se esta quarta-feira, 14 de outubro, dono de 44,9% da TAP, caso seja essa a decisão do Governo português. A germânica Lufthansa que integra a Star Alliance, onde também se encontra a companhia aérea portuguesa é vista como a mais forte candidata, superando a concorrência da Air France-KLM.
Com sede em Colónia e hubs em Frankfurt e Munique, engloba também as companhias aéreas Swiss, Brussels Airlines, Austrian Airlines, ITA Airways e Eurowings. No último ano, apresentou lucros de 1.340 milhões de euros, uma ligeira quebra de 3% face ao ano anterior, tendo registado um volume de negócios de 39,4 mil milhões de euros e transportado 135 milhões de passageiros na sua frota de 736 aviões.
Contudo, no primeiro semestre de 2026, o grupo alemão registou um prejuízo de 542 milhões de euros, justificado pelas greves e o impacto dos custos dos combustíveis, que representaram aproximadamente 7,27 mil milhões de euros em 2025, sendo uma das maiores despesas da companhia aérea.
A faturação aumentou cerca de 2 mil milhões de euros, refletindo o crescimento da atividade e o desenvolvimento de serviços complementares.
Por sua vez, os custos com o pessoal atingiram os 9,64 mil milhões de euros, aumentando 7% devido, entre outros fatores, às atualizações salariais e ao crescimento do número de trabalhadores da Lufthansa.

Os resultados globais de 2026 da companhia estarão dependentes de três fatores: a evolução do preço do combustível e das condições geopolíticas; a capacidade de transferir custos para os preços dos bilhetes sem perder procura e o sucesso dos programas de eficiência e modernização da frota.
A decisão do Governo será conhecida após a reunião do Conselho de Ministros, que acontece esta quarta-feira, para aprovar a venda de uma parte significativa do capital da TAP. Depois de escolhido o vencedor, o Conselho de Ministros terá de aprovar os instrumentos contratuais, como o contrato de compra e venda de ações e o acordo parassocial. Depois, a operação ainda terá de obter a luz verde da Direção-Geral da Concorrência (DGComp) da Comissão Europeia.
As propostas melhoradas para 44,9% da TAP superam os mil milhões de euros. Isto significa que avaliação dos 100% da companhia aérea portuguesa superam os dois mil milhões de euros, revelou recentemente a “Bloomberg”. A privatização da TAP só estará concluída em 2028.

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