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Hotelaria capta 508 milhões, quase 40% do investimento imobiliário

Hotelaria capta 508 milhões, quase 40% do investimento imobiliário

O setor da hotelaria foi o principal dinamizador do investimento imobiliário no primeiro semestre, tendo captado 508 milhões de euros, o que representou 37% do volume total observado neste período de 1.378 milhões de euros e que significou uma quebra de 12,8% em relação ao período homólogo, segundo os dados do estudo ‘Investment in Portugal’ divulgados pela consultora canadiana Colliers.
Apesar desta quebra no primeiro semestre, o volume total de investimento imobiliário em Portugal acaba por dar sinais positivos, quando com a descida de 23% no volume de transações a nível europeu.
No caso da hotelaria, os 508 milhões de euros captados representam um aumento homólogo de 25,1%. “O grande desempenho da hotelaria reflete a atratividade de Portugal enquanto destino turístico europeu, suportada por níveis de ocupação saudáveis e pelo crescimento do número de visitantes internacionais. O setor continuará atrativo, não só para investidores nacionais, mas também internacionais”, afirma Pedro Valente diretor geral da Colliers em Portugal.
Outro segmento em destaque foi o retalho, que verificou um investimento de 422 milhões de euros, equivalentes a 31% do volume total, justificado pela procura continua de arrendatários de elevada qualidade, nomeadamente nas principais artérias comerciais e nos principais centros comerciais.
No entanto, o crescimento percentual mais expressivo do primeiro semestre observou-se no segmento de o Industrial & Logística, com um volume de 169 milhões de euros, correspondendo a um aumento homólogo de 73% e um peso no volume total de 12%.
“As áreas da Indústria e da Logística ainda têm muito potencial de crescimento, nomeadamente perto dos grandes centros urbanos, mas também em zonas de forte crescimento, como Sines e Matosinhos”, refere Pedro Valente.
Já o investimento em escritórios totalizou 70 milhões de euros, menos 47,3% do que no primeiro semestre de 2025, enquanto o segmento de habitação registou 88 milhões de euros, uma redução homóloga de 74,2% Por sua vez, os ativos alternativos, como saúde, residências sénior e centros de dados, representaram 121 milhões de euros (9%).
“O mercado português está a atravessar uma fase de maior seletividade, e não de ausência de capital. O investimento está a concentrar-se nos ativos e setores onde os fundamentais operacionais oferecem maior visibilidade, com a hotelaria e o Industrial & Logística a destacarem-se neste primeiro semestre”, salienta Pedro Valente.
Fundos dominam e capital estrangeiro pesa mais de metade
O investimento internacional foi responsável por 55% do investimento no primeiro semestre, face aos 45% de capital nacional, enquanto os fundos de investimento concentraram 78%. Os operadores representaram 13% do volume transacionado, os promotores 5% e os investidores privados 4%.
O estudo da Colliers aponta que esta combinação entre capital internacional e investimento institucional surge num contexto de maior seletividade dos investidores, que continuam a privilegiar ativos com fundamentos operacionais sólidos e perspetivas de rendimento estáveis.
“A predominância do capital estrangeiro confirma a atratividade do mercado imobiliário português junto dos investidores internacionais. No primeiro semestre, mais de metade do capital investido teve origem internacional, reforçando o peso deste segmento no mercado português. Mas é muito importante verificar que surge uma grande capacidade também dos investidores locais que aproveitam o momento e a ausência de alguns dos fundos tradicionalmente compradores em Portugal para adquirirem ativos que outrora não conseguiam alcançar”, explica Pedro Valente.

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