PSI acompanha Europa nas subidas com Sonae, CTT e Mota a liderarem
O índice PSI encerrou a sessão desta quarta-feira em alta de 0,38%, fixando-se nos 9.415,66 pontos, acompanhando o sentimento geral de resiliência das bolsas europeias face à correção verificada em Wall Street.
Na negociação lisboeta, as maiores subidas foram lideradas pela Sonae, que avançou 2,19% para 2,10 euros, seguida pela CTT Correios de Portugal, com uma valorização de 1,75% para 5,52 euros, e pela Mota-Engil, que ganhou 1,48% para 4,810 euros.
No sentido inverso, as maiores quedas registaram-se na EDP Renováveis, que recuou 0,56% para 12,50 euros, na Nos SGPS, com uma desvalorização de 0,19% para 5,225 euros, e na Jerónimo Martins, que perdeu 0,11% para 17,38 euros.
No resto da Europa, o EuroStoxx 50 fechou nos 6.190,37 pontos, uma subida de 0,38%, enquanto o índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,47%. O FTSE 100, em Londres, subiu 0,70% para 10.724,86 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,58% para 7.873,11 pontos. O DAX, em Frankfurt, valorizou 0,15% para 25.298,61 pontos. Em Milão, o FTSE MIB foi a exceção, caindo 0,61% para 49.753,84 pontos, enquanto em Madrid, o IBEX 35 subiu 0,10% para 19.230,70 pontos.
No mercado de matérias-primas, o petróleo continuou a subir. O NYMEX WTI avançou 0,98% para 95,06 dólares por barril, e o ICE Brent valorizou 0,15% para 105,85 dólares.
No mercado obrigacionista, a yield das obrigações alemãs a 10 anos recuou 0,39 pontos base para 3,47%. Em Portugal, a taxa a 10 anos desceu 0,27 pontos base para 3,94%. Em França, a yield a 10 anos subiu 3,92 pontos base para 4,88%, enquanto nos Estados Unidos, a taxa a 10 anos avançou 3,50 pontos base para 5,25%.
O movimento de hoje surge num contexto macroeconómico e geopolítico marcado pela revelação de que a inflação nos EUA subiu mais do que o previsto em setembro, elevando os receios de que a Reserva Federal possa adotar uma postura mais agressiva na subida dos juros. Este cenário tem provocado uma apreciação do dólar e uma correção nos mercados americanos. No entanto, segundo o Millennium investment banking, “a globalidade das bolsas europeias encerrou em alta, mostrando resiliência ao ambiente negativo que se vai sentindo em Wall Street”. O banco de investimento sublinha que os investidores “jogaram à defesa”, justificando os desempenhos mais apelativos de setores como o Farmacêutico, Bens Pessoais e Alimentação.
“A globalidade das bolsas europeias encerrou em alta, mostrando resiliência ao ambiente negativo que se vai sentindo em Wall Street, após a revelação de que a inflação nos EUA terá subido mais que o previsto em setembro, elevando receios de que a Fed possa ter de adotar uma postura mais agressiva de subida de juros”, refere o analista da MTrader.
“O efeito fez-se sentir nas yields de dívida soberana e numa apreciação do Dólar, com o Euro a valer agora cerca de 1,1117 dólares (pelas 16h30m de Lisboa)”, acrescenta.
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