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Quase um terço da população consome peixe transformado e carne processada semanalmente

Quase um terço da população consome peixe transformado e carne processada semanalmente

Os dados do Inquérito Nacional de Saúde (INS) do Instituto Nacional de Estatística, realizado no 4.º trimestre de 2025, apontam que no ano passado 18,7% e 14,4% das pessoas referiam nunca consumir, respetivamente, peixe ou marisco transformado e carne processada, mas quase um terço consumia estes alimentos uma a três vezes por semana (32,1%, em ambos os casos).
Segundo o inquérito, cujos principais resultados foram divulgados no passado dia 24 de junho, mais de metade da população com 15 ou mais anos consumia diariamente fruta (68,3% das pessoas) e leite e produtos lácteos (57,5%).
Os legumes e saladas integravam a alimentação diária para 41,2% da população e 30% consumiam diariamente sopa de legumes.
“Apenas 4,4% das pessoas consumiam diariamente peixe ou marisco, seco, fresco ou congelado. Para a carne de aves fresca ou congelada e para a carne vermelha fresca ou congelada, as proporções eram de 9,4% e 11,2%, respetivamente”, refere o INE.
Os refrigerantes açucarados eram consumidos diariamente por 8% da população, quatro a seis vezes por semana por 6% das pessoas e uma a três vezes por semana por 18,2% da população. No conjunto, 32,2% da população consumia estas bebidas pelo menos uma vez por semana.
Os resultados do inquérito indicam que mais de metade da população com 18 ou mais anos (57,1%) tinha excesso de peso ou obesidade, com um índice de massa corporal igual ou superior a 25 kg/m2.
Outra conclusão do inquérito aponta que 20,7% das pessoas com 15 ou mais anos disse nunca ter consumido bebidas alcoólicas e 8,6% referiram não o ter feito nos 12 meses anteriores à entrevista.
O consumo diário de bebidas alcoólicas era referido por 15,3% da população inquirida, destacando-se a população dos 65 aos 84 anos com proporções da ordem de um terço: 33,3% dos 65 aos 74 anos e 32,0% dos 75 aos 84 anos.
“O consumo diário era claramente mais frequente nos homens (23,2% contra 7,9% nas mulheres), nos menos escolarizados (24,9% e 23,5% nas pessoas sem escolaridade e com o ensino básico, respetivamente) e na população reformada (32,5%)”, sublinha o INE.
Segundo o inquérito, o consumo arriscado de álcool era mais elevado nos homens (51,2%, com 19,5% a assumirem uma frequência mensal), nos jovens (com frequências acima dos 50% entre os 15 e os 34 anos para o total e acima dos 23% para o consumo ocasional) e para a população com outra situação de inatividade, que inclui estudantes (53,9% para o total e 21% para episódios mensais).
Quanto ao tabaco, os dados referentes a 2025 indicam que 14,6% da população com 15 ou mais anos era fumadora e 12,7% fumava diariamente.
O consumo de tabaco era mais elevado nos homens (19,6%, o dobro das mulheres). As maiores proporções de fumadores e de fumadores regulares encontravam-se nos grupos etários dos 25 aos 64 anos, principalmente no grupo etário dos 45 aos 54 anos (20,5% de fumadores e 18,7% de fumadores diários).
Em 2025, 3,4% dos residentes com 15 ou mais anos indicaram utilizar diariamente produtos de tabaco aquecido e 1,3% cigarros eletrónicos. Em ambos os casos, a frequência de utilização deste tipo de produtos era superior nos homens.
Os dados do inquérito também indicam que 28,5% da população com 15 ou mais anos não se deslocava a pé em nenhum dia de uma semana normal e mais de metade (53,4%) não praticava exercício físico.
O INE disponibiliza uma nova aplicação Interativa da Balança Alimentar Portuguesa (BAP), que permite explorar a evolução das disponibilidades alimentares para consumo humano e a sua composição energética e nutricional. A aplicação reúne 22 indicadores, organizados em 9 temas, incluindo os indicadores ‘per capita’ relativos ao período de 2021 a 2024, revistos na sequência da atualização das Estimativas Anuais de População Residente.

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