Incêndio em terminal petrolífero de São Petersburgo após ataque de Kiev
Um ataque com dezenas de drones ucranianos provocou um incêndio num terminal petrolífero em São Petersburgo e teve como alvo um centro de dados nos arredores da cidade, anunciaram hoje as autoridades locais e uma empresa envolvida.
No total, ao longo da noite, a defesa antiaérea russa abateu 126 drones na região de Leninegrado, que rodeia a cidade do noroeste, informou o governador regional Alexandre Drozdenko na plataforma de mensagens Telegram.
Na cidade, o ataque ucraniano provocou incêndios em “infraestruturas civis” de três bairros, bem como “no território do terminal petrolífero de São Petersburgo”, precisou o governador da cidade, Alexandre Beglov.
“Por razões de segurança, a atividade do aeroporto de Pulkovo foi restringida”, acrescentou, garantindo que não se registaram vítimas.
A rede social russa VK referiu, em comunicado, um ataque com drones a um centro de dados na região de Leninegrado, garantindo que os serviços que oferece continuavam a funcionar com normalidade.
Às margens do mar Báltico, São Petersburgo e a região albergam importantes infraestruturas petrolíferas essenciais para o comércio de hidrocarbonetos, um setor particularmente visado pela Ucrânia nos últimos meses, em retaliação aos bombardeamentos russos.
Em junho, o terminal petrolífero de São Petersburgo já tinha sido atacado por drones ucranianos no dia da abertura de um fórum económico que reuniu numerosos responsáveis russos e estrangeiros.
Além disso, desde o início de outubro que o exército de Kiev tem atacado vários centros de dados, pertencentes, em particular, à gigante tecnológica Yandex.
O Presidente norte-americano Donald Trump instou Kiev a cessar os ataques contra as refinarias russas que, segundo disse, contribuem para o aumento dos preços do petróleo e dos combustíveis nas bombas.
No domingo passado, Trump anunciou unilateralmente uma trégua energética entre Moscovo e Kiev. Mas, após ter suspendido as operações durante alguns dias, a Ucrânia anunciou na quinta-feira que retomaria os ataques contra refinarias, acusando a Rússia de nunca ter cessado as ofensivas.
Donald Trump classificou esta retoma como uma vergonha, afirmando na altura que era “mais difícil” trabalhar com Volodymyr Zelensky do que com Vladimir Putin.
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