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Goldman Sachs perspetiva petróleo nos 80 dólares em 2027

Goldman Sachs perspetiva petróleo nos 80 dólares em 2027

O Goldman Sachs acredita que o barril de petróleo brent negoceie a uma média de 80 dólares em 2027. E reviu em alta a sua projeção para dezembro de 2026 de 85 dólares por barril para 90 dólares, de acordo com nota transcrita pelo Economic Times. Atualmente o brent negoceia acima dos 107 dólares nos mercados spot e de futuros.
A nota refere que a recuperação das exportações de petróleo do Médio Oriente, o aumento da produção fora do Golfo Pérsico e a queda da procura “reduziram significativamente o défice global de oferta”, acrescentando que o mercado “estava quase equilibrado” em setembro, com a procura a superar a oferta em 0,3 milhões de barris por dia (mb/d) face a um défice que atingia os 7,2 mb/d em março.
O Goldman Sachs acredita que o mercado petrolífero atinja um excedente no quarto trimestre e se mantenha nessa tendência em 2027, fazendo com os preços do petróleo fiquem mais baixos.
“Os preços físicos continuam elevados porque a escalada do conflito ameaça o fornecimento, enquanto os stocks globais próximos de mínimos históricos alimentam uma forte procura de reposição”, disse o co-chefe de pesquisa global de commodities e chefe de pesquisa de petróleo da Goldman Sachs, na nota transcrita pelo Economic Times.
A mesma nota estima que os preços do crude contenham um prémio de risco de quase 25 dólares por barril, influenciada por factores como “novas interrupções no fornecimento e reduções adicionais” dos stocks caso o conflito [no Médio Oriente] se agrave. A instituição bancária perspetiva que a procura “recupere gradualmente” à medida que a disponibilidade e a acessibilidade dos produtos petrolíferos refinados melhorem. Contudo salienta que a procura global de petróleo permaneça 0,7 milhões de barris por dia “abaixo da sua trajetória hipotética sem o choque relacionado com o conflito” no quarto trimestre de 2027, em parte devido à “adoção acelerada” de veículos elétricos e às “alterações nos padrões de consumo” de combustível na China.

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