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PIB dos EUA pode crescer quase 50% até 2030 devido à IA, acredita co-fundador da Anthropic

PIB dos EUA pode crescer quase 50% até 2030 devido à IA, acredita co-fundador da Anthropic

A perspetiva é ambiciosa. O co-fundador da Anthropic, Jack Clark, acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos possa crescer quase 50% (46% em concreto), até 2030, de mais de 30 biliões de dólares (26,7 biliões de euros) para os 44 biliões de dólares (39,2 biliões de euros), devido à inteligência artificial (IA), tendo por base as previsões de um modelo interno da detentora do modelo de inteligência artificial Claude.
“Soa muito extravagante, eu sei”, disse, no encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, no sábado 17 de outubro, em declarações transcritas pela CNBC.
Jack Clark explicou que esta previsão parte do princípio de que a IA “continue a evoluir”, acrescentando que se o PIB crescesse tanto, “a doutrina económica sugere que novas indústrias e invenções teriam de ser criadas para sustentar uma expansão económica tão significativa”.
Regular a tecnologia
Jack Clark defendeu que é preciso cooperação internacional para estabelecer “regras incomuns e rigorosas” para a IA, alertando que os decisores políticos possuem menos tempo para agir, sublinhando que “evidências crescentes” apontam para uma “singularidade” em que o desenvolvimento da IA ​​”supera” o controlo humano.
“Devemos esperar que, nos próximos anos, o ritmo de progresso não só da IA, mas da ciência como um todo, acelere, e isso será confuso e desorientador, trazendo consigo grande riqueza e, potencialmente, grande perigo”, alertou, nas declarações transcritas pela CNBC.
O co-fundador da Anthropic alertou para a necessidade dos líderes mundiais tomarem decisões no sentido de regular a IA. “Ser capaz de usar a IA para a ciência também nos expõe a maus usos da ciência, armas biológicas e cibernéticas e coisas que ainda não podemos imaginar, e temos muitas escolhas a fazer”, referiu, salientando que por exemplo na investigação biológica, onde a tecnologia já foi capaz de criar novos vírus, “quere-se uma supervisão humana “mais rigorosa” e “transparência para manter a segurança”.
Relativamente ao mercado de trabalho disse que em algumas áreas que estão expostos à IA, como os centros de atendimento, está a existir perda de emprego, enquanto que noutras áreas, dando como exemplo a investigação científica, a tecnologia está a ajudar a criar mais empregos.

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