Bitcoin Suisse entra em Portugal ao abrigo das regras europeias para criptoativos
A Bitcoin Suisse (Europe) AG anunciou esta terça-feira 20 de outubro a entrada no mercado português, onde vai disponibilizar serviços de negociação, custódia e staking de criptoativos a clientes elegíveis, ao abrigo da autorização europeia MiCAR.
A empresa, sediada no Liechtenstein, nomeou Rafaella Orelli e Alexander Spann como responsáveis pela operação em Portugal, com o objetivo de desenvolver relações com investidores de elevado património, empresas, family offices e investidores institucionais.
A entrada em Portugal será feita através do mecanismo de passaporte europeu da MiCAR, o regulamento comunitário dos mercados de criptoativos, que permite à Bitcoin Suisse (Europe) AG prestar serviços transfronteiriços a partir do Liechtenstein.
A empresa pretende captar investidores que procuram serviços especializados em ativos digitais e um acompanhamento personalizado, para além da oferta disponibilizada pelas plataformas de negociação dirigidas ao retalho e dos serviços habitualmente prestados pela banca tradicional.
“Portugal é o lar de uma comunidade crescente de empresários e famílias com uma perspetiva internacional, que adotam uma abordagem de longo prazo aos ativos digitais”, afirmou Andrej Majcen, cofundador e presidente executivo do grupo Bitcoin Suisse, citado no comunicado.
Segundo o responsável, a MiCAR estabelece um quadro harmonizado para a prestação de serviços autorizados de criptoativos na Europa, enquanto a equipa local deverá contribuir para o desenvolvimento de relações com os clientes portugueses.
Rafaella Orelli transita do Bison Bank, onde desempenhou funções de desenvolvimento de negócio e esteve envolvida na expansão dos serviços de custódia e negociação de ativos digitais e de banca. Anteriormente, foi diretora de marketing de uma empresa de blockchain e confiança digital sediada em Genebra.
Alexander Spann integrou uma sociedade portuguesa de capital de risco regulada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), na qual foi sócio e investiu em ativos on-chain e ativos do mundo real. Trabalhou também como diretor comercial da Albany Group, uma plataforma britânica de tecnologia para conformidade financeira, e iniciou a carreira na Accenture, onde prestou consultoria a instituições bancárias no Reino Unido.
A operação portuguesa insere-se na estratégia de expansão europeia da Bitcoin Suisse, num mercado que a empresa considera atrativo pela adoção de ativos digitais e pela presença de investidores e famílias com mobilidade internacional.
A Bitcoin Suisse (Europe) AG disponibiliza serviços de negociação, custódia e staking de criptoativos, acompanhados por gestores de relacionamento dedicados. A empresa integra o grupo Bitcoin Suisse, que opera no setor desde 2013 e detém mais de 3 mil milhões de francos suíços em criptoativos sob custódia.
O grupo emprega mais de 200 profissionais na Suíça, no Espaço Económico Europeu, nos Emirados Árabes Unidos e nas Bermudas.
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