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Musk abre a porta à fusão da Tesla com a SpaceX, que seria a maior de sempre

Musk abre a porta à fusão da Tesla com a SpaceX, que seria a maior de sempre

Elon Musk abriu a porta à união da SpaceX e da Tesla, ao confirmar que foram criados comités especiais para analisar uma eventual fusão das duas empresas cotadas que lidera.
“Seria uma boa ideia”, afirmou o empresário durante a apresentação dos resultados trimestrais da SpaceX. Mas deixou claro que ainda não existe qualquer acordo sobre os termos do negócio.
A combinação das duas empresas daria origem a um grupo avaliado em cerca de 3,5 biliões de dólares (3,1 biliões de euros), colocando-o entre as maiores empresas cotadas do mundo, apenas atrás de gigantes como Nvidia, Apple, Alphabet e Microsoft.
A “Reuters” estima que a operação poderia tornar-se a maior fusão empresarial da história.
Por esta possibilidade e pelos resultados apresentados, as ações da SpaceX pularam 10% nas negociações pré-mercado, esta quarta-feira, 21 de outubro.
Os prejuízos da SpaceX caíram 58% nos primeiros nove meses do ano, para 1.084 milhões de dólares (965 milhões de euros), beneficiando de um crescimento expressivo no terceiro trimestre que fez com que atingisse uma faturação de 27.083 milhões de dólares (24 mil milhões de euros) entre janeiro e setembro, um aumento de 97,5% face ao ano anterior.
As receitas aumentaram no trimestre 161% para os 14,6 mil milhões de dólares (13 mil milhões de euros), e o lucro operacional ficou em 2,8 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), depois do prejuízo de 273 milhões de dólares (243,2 milhões de euros) do período homólogo.
A grande surpresa está na área de inteligência artificial, denominada pela empresa Super Intelligence. As receitas deste segmento chegaram a 7,56 mil milhões de dólares (6,5 mil milhões de euros), contra 813 milhões de dólares no terceiro trimestre de 2025. O crescimento foi impulsionado, entre outros fatores, por novos contratos de serviços de computação na nuvem e pela aquisição da Cursor.
A SpaceX registou também um lucro de 4,4 mil milhões de dólares (3,9 mil milhões de euros) no terceiro trimestre, depois de ter reportado um prejuízo de 1,1 mil milhões de dólares (980 milhões de euros) no ano anterior.
Musk, que é fundador e CEO tanto da Tesla como da SpaceX, não participa diretamente nas discussões dos comités que estão a analisar a fusão, devido ao potencial conflito de interesses.
O próprio empresário procurou travar as expectativas, dizendo que a concretização da operação não deve ser dada como garantida.
A aproximação entre as duas empresas não é nova. Têm vindo a cruzar interesses em áreas como inteligência artificial, robótica, chips, computação e infraestruturas.
Um dos exemplos é a Terafab, uma parceria para desenvolver e produzir chips de inteligência artificial, que tem como objetivo iniciar produção em volume em 2028.
A parceria já tinha sido visível quando, numa ação de marketing, a Tesla lançou um roadster no espaço, através da SpaceX. Agora, destacou-se quando, noutra ação de marketing, Elon Musk apresentou um Tesla equipado com propulsores da SpaceX que consegue atingir os 100 quilómetros por hora num segundo e saltar e estabilizar como uma cápsula espacial.

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