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“Estamos perante uma situação de emergência”, avisa Carlos Guimarães Pinto

“Estamos perante uma situação de emergência”, avisa Carlos Guimarães Pinto

Carlos Guimarães Pinto defende que a solução para o problema da habitação passa pelo aumento da construção, considerando que, sem um reforço da oferta, os preços não irão baixar. “Enquanto não se construir habitação em quantidade suficiente para fazer baixar os preços, estes não vão baixar”, afirma o deputado da Iniciativa Liberal ao Jornal Económico.
Entre as medidas que considera prioritárias estão a aceleração dos licenciamentos, a alteração dos Planos Diretores Municipais (PDM) e a revisão da Lei dos Solos, de forma a disponibilizar mais terrenos para construção de habitação. O objetivo é criar condições para aumentar a oferta e responder à falta de casas no mercado.
Os preços das casas registaram um aumento de 18,4% no segundo trimestre, em relação ao período homólogo, com o valor do metro quadrado a fixar-se nos 2.445 euros, o que significou uma subida de 4,6%, face ao primeiro trimestre. No período em análise foram transacionados 37.854 alojamentos, uma quebra homóloga de 9%, para 41.608 transações.
O deputado considera que o problema deveria ter sido enfrentado com uma visão de longo prazo, alertando para a falta de resultados das medidas adotadas nos últimos anos. “Quando esta situação começou a ser discutida já se percebia que o problema só poderia ser resolvido se começássemos a pensar a longo prazo. Na altura, porém, ninguém se preocupou muito com isso. Preferiu-se apostar em pequenos paliativos, na tentativa de aliviar a situação no curto prazo”.
Perante a atual situação, Carlos Guimarães Pinto considera urgente avançar com medidas estruturais que permitam inverter a tendência. “Estamos perante uma situação de emergência e isso exige respostas urgentes. Temos, por isso, de acelerar os licenciamentos, disponibilizar mais terrenos para habitação e facilitar o acesso ao financiamento por parte da população. Se o fizermos, talvez daqui a três ou quatro anos comecemos a ver melhorias na situação”.

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