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FPB lança centenário com olhos postos nas fases finais

FPB lança centenário com olhos postos nas fases finais

Após um encontro com jornalistas, no qual foram anunciados os vários momentos de celebração, João Carvalho diz que a ambição da FPB é chegar pela primeira vez a um Mundial masculino, salientando “os dois jogos muito importantes agora durante o mês de novembro”, frente à Ucrânia e a Geórgia.
 
“Enquanto tivermos hipóteses, nós vamos acreditar. Se vocês repararem bem, nós ao longo deste percurso, temos ganho jogos fora e temos de alguma forma tido mais dificuldades em casa, o que parece paradoxal. Mas nós acreditamos firmemente neste grupo de trabalho, mesmo não contando com os jogadores que estão nos Estados Unidos, que naturalmente são muito relevantes, o contributo deles é muito relevante, mas acreditamos que poderemos lá estar”, assumiu.
Neste momento, Portugal ocupa o quarto lugar do Grupo A da fase final do apuramento, com 12 pontos, menos dois do que a Ucrânia e um do que Espanha e Geórgia e os mesmos de Grécia e Montenegro, sendo que os três primeiros garantem o apuramento, com triunfos históricos em casa de espanhóis e gregos.
“Para já conseguimos obter esses dois feitos, isso fica para a história e são marcos muito relevantes. O que nós queremos efetivamente é que estes resultados sejam catalisadores para que mais miúdos e mais pessoas qualificadas possam de facto contribuir para um futuro sustentado. Acreditamos que efetivamente o futuro será risonho para o basquetebol, porque naturalmente são os sucessos que no fundo servem de catalisadores”, disse.
João Carvalho considera ainda que uma segunda qualificação consecutiva para o Eurobasket feminino “seria também muito marcante”, embora sejam precisos “momentos de superação”, num grupo “muito complicado, que tem a Alemanha e também a Hungria, que são equipas que estiveram presentes agora recentemente no campeonato do mundo, com boas classificações ainda por cima”, além da Dinamarca.
Outra situação que poderia marcar o centenário era a entrada de outro jogador na NBA, com Ruben Prey, e o regresso de uma portuguesa à WNBA, com Clara Silva, que “é uma jogadora que está integrada nos Estados Unidos, tem feito um percurso muito interessante”.
“Fisicamente tem condições que não são muito normais para aquilo que é a nossa morfologia enquanto portugueses, portanto essa é uma vantagem que ela também tem, e tem sido um percurso muito sustentado e eu acho que sim, que ela tem todas as condições efetivamente para chegar à WNBA”, assumiu.
Sobre o futuro, João Carvalho quer “crescer de uma forma sustentável”, mas que, para tal, tem de haver uma maior retenção dos jogadores e que essa “será a grande mudança” pretendida.
“Queremos aumentar de facto o número de praticantes, o número de treinadores, o número de juízes, mas queremos também aumentar a taxa de retenção. É muito importante de facto para que o futuro fique assegurado”, afirmou.
Depois da apresentação do logótipo do centenário, a FPB vai celebrar a efeméride, que se comemora em 17 de agosto de 2027, com vários eventos, muitos deles nas redes sociais, como a criação de um top 100 dos melhores jogadores portugueses da história ou dos 10 melhores de outros agentes, como treinadores.
Também pensado está a realização de uma conversa entre os quatro mais marcantes jogadores portugueses, Ticha Penicheiro, Carlos Lisboa, Mery Andrade e Neemias Queta, com as comemorações a terminarem com uma gala no último trimestre de 2027, já depois de um possível fórum do basquetebol.

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