Carrick mandou Bruno Fernandes aquecer… e sentar-se: “Quis envergonhá-lo”
O Manchester United vai de mal a pior, e, ao início da tarde deste domingo, saiu derrotado do embate da oitava jornada da Premier League, perante o Bournemouth, em pleno Old Trafford, por categóricos 0-3, perfazendo, desta maneira, um ciclo de oito jogos consecutivos sem uma única vitória, em todas as competições.
Michael Carrick tomou a decisão de remeter o capitão, Bruno Fernandes, ao banco de suplentes, depois de, a meio da semana, este ter vindo a público apontá-lo como o principal culpado da autêntica ‘derrocada’ registada na visita ao Como, para a Liga dos Campeões, de onde este acabou por não sair, ao cabo dos 90 minutos.
O treinador dos red devils ainda chegou a colocar o internacional português a aquecer… antes de o mandar sentar-se, optando, ao invés, por lançar Matheus Cunha, Lisandro Martínez, Joshua Zirkzee e Shea Lacey para os lugares, respetivamente, de Youri Tielemans, Ayden Heaven, Carlos Baleba e Amad Diallo.
Na opinião de Jamie Carragher, ‘lenda viva’ do Liverpool e atual comentador desportivo da estação televisiva britânica Sky Sports, a intenção era clara: “Não me parece que ele alguma vez o fosse lançar. Acho que a decisão sempre foi deixá-lo no banco e quase tentar envergonhá-lo um pouco, perante os adeptos”.
“Ele substituiu-o, a meio da semana, e penso que aquilo que o Bruno fez, a meio da semana, depois do jogo com o Como, foi por ter sido substituído. Acho que Michael Carrick nunca teve qualquer intenção de o lançar, de todo. Essa substituição nunca iria acontecer”, apontou o antigo internacional inglês.
“Há pessoas que não gostam de jogar com Bruno Fernandes”
As críticas de Jamie Carragher começaram, ainda assim, a fazer sentir-se antes do apito inicial, quando os onzes iniciais foram dados a conhecer: “Ele é o melhor jogador do Manchester United, não podemos fugir disso. Foi eleito o Melhor Jogador da PFA [Players’ Football Association], no ano passado”.
“Carrick tinha de tomar uma posição, penso que todos concordamos com isso, mas aqueles que ele lançou têm de alcançar um resultado (…). Estamos a torcer, na verdade, para que isto os una enquanto grupo, porque não há dúvidas de que, pese embora ele seja o melhor jogador, há pessoas que não gostam de jogar com ele, no Manchester United”, atirou.
“Ele está permanentemente a esbracejar com as pessoas. Basicamente, está a dizer ‘Vocês não são bons o suficiente para jogarem comigo’. Basicamente, é isso que temos visto muito da parte de Fernandes, quando as coisas não estão a correr bem para o Manchester United”, concluiu.
“Nenhum jogador é maior do que o clube”
Uma postura que, de resto, mereceu a concordância de Ashley Young, ex-Manchester United e companheiro de painel de Jamie Carragher: “Penso que, quando direcionas a questão para o treinador, depois de um jogo, dizendo que não estás a jogar como devias, é uma das piores coisas que podes dizer. Nenhum jogador é maior do que o clube”.
“Se és capitão e achas que tens o direito de poder falar daquela maneira… Não é possível. Quando ele entrar para o aquecimento, tem de mostrar-se. Ele disse que tem de demonstrar a personalidade que tem, mas, como Carragher disse, nos jogos, ele está sempre a esbracejar. Não podes lançar areia para os olhos das pessoas, no futebol”, analisou.
“Se fazes meia pressão e levantas os braços, estás a dizer ‘Ouçam, adeptos, isto sou eu, estou a pressionar’, mas, na verdade, estás só a tentar ser um favorito dos adeptos. Não é assim que se faz”, concluiu.
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