Drones portugueses vão apoiar forças especiais dos EUA
São silenciosos, muito rápidos e extremamente letais. Delta Force, Seals, Rangers ou Marines são algumas das mais conhecidas forças especiais militares dos Estados Unidos (EUA). Estas forças participaram em alguns dos teatros de guerra mais complicados das últimas décadas como a Somália, Iraque ou Afeganistão.
A Seal Team Six ficou conhecida pelo ataque em 2011 ao líder dos terroristas da Al-Qaeda, Ossama Bin Laden, responsável pelos ataques do 11 de setembro de 2011 em Nova Iorque.
Uma operação preparada ao detalhe, mas que acabou por ter alguns sobressaltos, terminando na morte do terrorista mais procurado de todos os tempos.
Agora, uma empresa portuguesa produtora de drones vai apoiar estas forças especiais nalguns dos teatros de guerra mais perigosos de todo o mundo.
A Tekever anunciou hoje 26 de outubro que os seus drones vão ser comprados pelo Comando de Operações Especiais dos Estados Unidos (USSOCOM), que coordena as operações das forças especiais dos diferentes ramos das Forças Armadas dos EUA: Exército, Marinha, Marines, Força Aérea e até as Forças Espaciais.
“Esta aquisição representa um marco importante numa relação que tem vindo a ser construída ao longo do tempo, através de ensaios rigorosos, de um diálogo aberto e de um foco claro na disponibilização de capacidades operacionais eficazes. Valorizamos muito o profissionalismo e o empenho das equipas do USSOCOM com quem temos trabalhado e esperamos continuar a responder às suas necessidades à medida que evoluem”, disse Ricardo Mendes, presidente da Tekever.
A companhia destaca que o seu sistema aéreo não tripulado foi concebido para ser “facilmente mobilizado e proporcionar capacidades de informações, vigilância e reconhecimento em ambientes operacionais exigentes. A sua arquitetura modular integra a plataforma aérea, cargas úteis específicas para cada missão, comunicações e software operacional com inteligência artificial, num ecossistema integrado e autónomo de recolha de informação”.
A Tekever conta com quatro anos de experiência em teatro real de guerra, apoiando as forças ucranianas na luta contra o invasor russo.
A Tekever desenvolve a engenharia, a produção, o software, a inteligência artificial e o apoio operacional, o que “permite à empresa incorporar rapidamente os contributos dos utilizadores e manter um ciclo de desenvolvimento contínuo ao longo de toda a vida útil dos seus sistemas”.
A companhia portuguesa destaca que a “aquisição representa mais um passo no compromisso de longo prazo da Tekever com os Estados Unidos e a sua comunidade de operações especiais”, contando com uma presença em Fayetteville, na Carolina do Norte, que “apoia a sua relação com clientes norte-americanos dos setores da defesa e da segurança”.
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