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Galp caiu mais de 10% e arrastou PSI para terreno negativo em contraciclo com Europa

Galp caiu mais de 10% e arrastou PSI para terreno negativo em contraciclo com Europa

O índice PSI encerrou a sessão desta segunda-feira, 26 de outubro, em território negativo, ao recuar 0,75% para os 9.175,73 pontos, pressionado sobretudo pelo forte tombo da Galp Energia, que ofuscou o bom desempenho da maioria das restantes cotadas.
A petrolífera nacional protagonizou a maior queda do índice, ao afundar 10,84% para 20,47 euros por ação, naquele que foi o pior dia em bolsa em quase um ano.
A queda abrupta ocorreu após a empresa ter anunciado o fim das negociações com a espanhola Moeve para a fusão dos negócios de refinação e distribuição, o que ofuscou a apresentação de resultados trimestrais considerados “sólidos” pelos analistas, com os lucros a subirem 68% para 682 milhões de euros, acima do esperado.
A petrolífera mostrou contas robustas e elevou a previsão de EBITDA ajustado para 2026 de 4.000 para 5.000 milhões de euros.‌
No seu comentário de fecho de mercados, o Millennium investment banking destacou que “a IA volta a entusiasmar mercados, Galp castiga PSI”, sublinhando o forte impacto negativo da petrolífera portuguesa no índice nacional, num dia em que o otimismo tecnológico e a situação política no Brasil dominaram a atenção dos investidores.
Apesar do mau desempenho da Galp, o PSI registou uma maioria de ganhos, com 10 empresas a subirem.
No topo das valorizações destacaram-se a Mota-Engil, que avançou 2,81% para 4,616 euros, e a EDP Renováveis, com uma subida de 2,88% para 12,16 euros. Outras cotadas em destaque positivo incluíram a Semapa (+2,09% para 19,50 euros), os CTT (+1,66% para 5,50 euros), o BCP (+1,23% para 1,0725 euros) e a The Navigator (+1,50% para 2,984 euros). Do lado das perdas, além da Galp, destacaram-se a Jerónimo Martins (-1,85% para 18,04 euros), a NOS (-0,97% para 5,115 euros) e a Corticeira Amorim (-0,29% para 6,88 euros).
No resto da Europa, o sentimento foi claramente positivo, com os investidores a reagirem favoravelmente ao rescaldo das eleições no Brasil e ao otimismo em torno do setor da Inteligência Artificial. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,80% para 640,86 pontos, enquanto o Euro Stoxx 50 subiu 0,86% para 6.120,33 pontos. Entre as principais praças, o FTSE 100 de Londres valorizou 0,72% para 10.767,33 pontos, o CAC 40 de Paris subiu 0,83% para 7.847,32 pontos, o DAX de Frankfurt ganhou 1,03% para 25.410,84 pontos e o FTSE MIB de Milão avançou 1,29% para 49.186,81 pontos. Já o IBEX 35 de Madrid teve um desempenho mais modesto, com uma subida de 0,23% para 19.033,30 pontos.‌‌
No mercado de matérias-primas, os preços do petróleo mantiveram-se voláteis, com o Brent do Mar do Norte a subir ligeiramente 0,30%, para 117,07 dólares por barril.
Já no mercado obrigacionista, as yields da dívida soberana apresentaram comportamentos mistos. A Alemanha a 10 anos subiu 2,16 pontos base para 3,37%, enquanto Portugal, no mesmo prazo, viu os juros recuarem 3,08 pontos base para 3,87%. França registou a descida mais acentuada, com a yield a 10 anos a cair 11,66 pontos base para 4,90%, depois da Moody’s ter decidido, este sábado, 24 de outubro, abster-se de qualquer atribuição de nota à dívida pública francesa, mantendo de facto a sua classificação de Aa3 com perspetiva negativa.

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