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Mundial de Halterofilismo gera polémica na Ucrânia: “Vergonhoso…”

Mundial de Halterofilismo gera polémica na Ucrânia: “Vergonhoso…”

A Ucrânia classificou hoje como “vergonhosa” a decisão da Federação Internacional de Halterofilismo (IWF) de conceder à Rússia a organização do Mundial de 2030, anunciando a sua intenção de recorrer para o Comité Olímpico Internacional (COI).
O ministro do Desporto da Ucrânia, Matviy Bidny, declarou nas redes sociais que está a preparar um recurso junto do COI e da IWF contra “a vergonhosa decisão de conceder à Rússia o direito de acolher o Mundial de 2030”, apelando à comunidade internacional para se opor a esta decisão.
“Solicitamos que esta decisão seja reexaminada e que seja organizado um novo processo de seleção, transparente, para determinar o país que irá receber o Mundial”, acrescentou o ministro ucraniano.
Bidny indicou que a realização do evento na Rússia serviria de “ferramenta de propaganda e reabilitação política” para o Kremlin.
“Esta decisão é hoje particularmente cínica, pois, com o aproximar do inverno, a Rússia intensifica os ataques contra as cidades ucranianas e as infraestruturas energéticas, matando pessoas e ameaçando a Europa”, referiu Matviy Bidny.
A Federação Internacional de Halterofilismo anunciou, no domingo, que irá organizar o Mundial de 2030 em Moscovo, numa decisão sem paralelo nos últimos anos, já que, desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia não acolhe nenhum campeonato do mundo de uma de uma modalidade olímpica, seja de verão ou de inverno.
“O Campeonato Mundial de 2029 será realizado em Ahmedabad (Índia) e Moscovo (Rússia) acolherá a edição de 2030”, anunciou a IWF num comunicado.
A federação russa de halterofilismo comemorou a escolha de Moscovo e lembra que é a primeira a conseguir fazer regressar ao país uma “competição oficial de alto nível há vários anos”.
A atribuição da organização do Mundial à Rússia marca uma nova etapa no regresso gradual do país ao panorama desportivo internacional – a IWF já reintegrara mesmo plenamente os atletas russos e bielorrussos em junho passado.
No início de julho, o COI flexibilizou as restrições impostas aos atletas russos, abrindo caminho para a sua participação nas qualificações para os Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028.
Kiev já tinha recorrido, no passado, ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) para contestar decisões semelhantes.
As federações internacionais de judo e natação já tinham reintegrado a Rússia, respetivamente em novembro de 2025 e abril de 2026, ao passo que o Comité Paralímpico Internacional tomou uma decisão semelhante para os Jogos de Milão-Cortina, realizado este ano.

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