DBRS espera forte desempenho operacional do Abanca em 2026 com receitas resilientes e custos controlados
A Morningstar DBRS espera que o Abanca mantenha um forte desempenho operacional em 2026, sustentado pela resiliência das receitas recorrentes, pelo controlo dos custos operacionais e das imparidades de crédito e por receitas adicionais provenientes da venda de ativos recebidos em dação.
Numa análise aos resultados do terceiro trimestre e dos primeiros nove meses do ano, Maria Parra, vice-presidente para as instituições financeiras europeias da Morningstar DBRS, considera que o banco espanhol apresenta uma evolução operacional sólida, apesar da descida do resultado líquido acumulado até setembro.
A agência de notação financeira destaca a recuperação da margem financeira pelo segundo trimestre consecutivo, bem como o contributo dos seguros e das comissões para o crescimento das receitas nos primeiros nove meses de 2026.
A eficiência operacional também se manteve sólida, beneficiando da concretização de sinergias associadas às aquisições mais recentes e da disciplina na gestão dos custos. Em paralelo, o custo do risco permaneceu baixo e a qualidade dos ativos continuou a melhorar.
A descida do resultado líquido acumulado até setembro é atribuída pela DBRS à normalização da taxa efetiva de imposto, em resultado de uma menor utilização de créditos fiscais, e não a um enfraquecimento do desempenho operacional.
A agência salienta ainda que a capitalização do Abanca permanece sólida, com margens confortáveis face aos requisitos regulamentares.
Para o conjunto de 2026, a DBRS antecipa, assim, a manutenção de uma evolução operacional favorável, apoiada na capacidade de gerar receitas recorrentes, no controlo dos custos e das perdas de crédito e na contribuição adicional da alienação de ativos não estratégicos recebidos em dação.
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