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Presidente da CNA-PRR defende necessidade de continuar a monitorizar projetos depois de 2028

Presidente da CNA-PRR defende necessidade de continuar a monitorizar projetos depois de 2028

Apesar do fim dos investimentos associados ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento (CNA-PRR) defende que é necessário encontrar formas para que o impacto destes projetos continue a ser avaliado após 2028, quando termina a Estrutura de Missão Recuperar Portugal (EMRP).
Em declarações a propósito de um painel de debate na ‘Innovating Health Together Conference’, realizada em Lisboa esta quarta-feira, Pedro Dominguinhos lembrou a importância de continuar a monitorizar os projetos desenvolvidos ao abrigo do PRR, dados os montantes envolvidos e a expectativa de impacto na economia nacional.
“Precisamos de mais instrumentos ou novas formas de conseguirmos continuar a monitorizar os investimentos depois do fim do Plano, depois de 2028”, argumentou o presidente da CNA-PRR.
Recordando que “são dinheiros públicos” de que se fala, Dominguinhos pediu que seja considerada a necessidade de continuar a avaliar os efeitos e a gestão dos projetos concluídos com os fundos europeus, até porque muitos têm despesa corrente associada, dado que o mandato da EMRP termina no final de 2028.
Esta foi uma possibilidade já levantada pelo próprio Governo, que admitiu através do ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, a possibilidade de prorrogar o mandato do organismo após esta data, dada a complexidade dos projetos e “tendo em conta o grau de cumprimento dos objetivos”.
“O que ficou decidido no Conselho de Ministros é que vamos garantir que as obras que estão em curso não vão ficar paradas”, afirmou à altura o ministro.

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