Manchester United em brasa: “Bruno Fernandes carregou a arma de Martínez”
Bruno Fernandes motivou, esta sexta-feira, uma intensa discussão, no podcast ‘Stick to Football’, no qual algumas das maiores figuras da história do futebol inglês se juntaram para o apontar como um dos principais culpados pelo ambiente “tóxico” que tem vindo a instalar-se, no Manchester United.
O primeiro a ‘disparar’ foi Roy Keane, antigo capitão dos red devils, que aplaudiu a maneira como Michael Carrick teve a coragem de ‘sentar’ o internacional português, no desaire perante o Bournemouth, por 0-3, depois de este o ter apontado como o responsável pela pesada derrota sofrida contra o Como, por 4-1.
“Deixou de fora o Bruno, que as pessoas disseram que é o maior, um grande líder, bla, bla bla. Mas sabes que mais? As pessoas têm o direito a estar erradas. Ele foi o melhor jogador, no ano passado. Ele tira os melhores jogadores da equipa e pensas ‘Se vencermos, é um pouco mostrar o dedo do meio ao Bruno’, mas depois, há um pequeno circo, com as palavras dos jogadores e do treinador, depois do jogo”, lamentou.
Jamie Carragher, que envergou a braçadeira do Liverpool durante largos anos, defendeu que a atitude adotada pelo treinador da histórica formação sediada em Old Trafford só pecou por escassa: “Ele nunca iria lançá-lo, acontecesse o que acontecesse. Se aquele jogo estivesse 2-2, a dez minutos do fim, ele nunca iria lançá-lo”.
“O Bruno, provavelmente, olha para aqueles jogadores e pensa ‘Que cara*** é que eu estou a fazer a jogar com estes?’. É por isso que está sempre a esbracejar. Isso vem dessa vergonha, e, depois, Carrick diz ‘Se vais apontar-me o dedo, vai-te embora’, referiu o agora comentador desportivo, de 48 anos de idade.
“Isto é apenas 1 ou 2% daquilo que eles estão, na verdade, a dizer, internamente”
Já Gary Neville, histórico lateral-direito do Manchester United, reconheceu que “Bruno Fernandes é um jogador fantástico, jogador do ano da PFA [Players’ Football Association] e um dos melhores médios do mundo”, mas também não perdoou a maneira como este se dirigiu ao próprio treinador.
“Se Bruno Fernandes, o capitão, que tem sido um ótimo jogador para o clube, ao longo dos seis últimos anos, ao nível das assistências e dos golos, vem a pública questionar as táticas do treinador, depois de uma derrota, por 4-1, em Como, onde jogou como um ralo – e tem jogado como um ralo, há três meses – e o resto dos jogadores também… Isto é apenas 1 ou 2% daquilo que eles estão, na verdade, a dizer, internamente”, alertou.
“Continuo mesmo a pensar que era ele que estava a carregar a arma para Martínez”
Quanto a Ian Wright, referência goleadora do Arsenal, recordou que o antigo jogador do Sporting “arrastou a equipa, fez o trabalho sozinho, e, provavelmente, estará frustrado, agora, porque foram os melhores anos, no Manchester United”, especialmente, depois de ter tido a oportunidade de partir rumo à Arábia Saudita, no passado mercado de transferências de verão.
“É impossível ele não estar a pensar nisso. A questão não é para onde vai. Ele estará a pensar ‘Podia ter feito isto, podia ter feito aquilo’, mas a verdade é que, pela atitude dele e por aquilo que é, teria mudado. É um exemplo em campo, a arrastá-los, e não seria de pensar que fosse tóxico para o balneário”, refletiu.
O ex-internacional inglês alegou, de resto, que foi o próprio que esteve por detrás da tão badalada ‘rajada’ de Lisandro Martínez, dias antes, aquando do empate com o Leeds United: “Continuo mesmo a pensar que era ele que estava a carregar a arma para Martínez, pela maneira como apareceu. A maneira como atirou o Michael para debaixo do autocarro… Ele deve ser um pesadelo, naquele balneário”.
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