Ventura apresenta recandidatura ao Chega e reforça ambição de chegar ao poder
André Ventura apresentou, esta sexta-feira, 30 de outubro, a moção de candidatura à presidência do Chega.
Na moção de candidatura, Ventura explica que decidiu “apresentar a minha candidatura à presidência do Chega com um grande objetivo fundamental: chegar ao Governo de Portugal e conseguimos finalmente, após tantos anos de luta, conseguir alcançar as transformações que o povo português tanto almeja”.
O líder do Chega diz que o partido “nasceu da ambição de mudar realmente o sistema político em que vivemos: aproximar o poder dos cidadãos, reformar onde é preciso fazê-lo, escrutinar os poderes que têm de ser escrutinados, garantir que ninguém está acima da lei e que a própria lei e os poderes democráticos não são utilizados para proteger alguns e atacar outros, apenas porque pensam diferente”.
Ventura recorda que o partido passou de ter um único deputado na Assembleia da República para ser líder da oposição. Ventura considera ainda que o Chega passou de ser “um partido insignificante a nível europeu a uma das principais inspirações”.
Além disso, para o ainda presidente do Chega ficou notório “em vários estudos de opinião, que lideramos a intenção de voto em Portugal, com uma margem cada vez mais considerável”.
A mais recente sondagem do ICS e do ISCTE para a SIC e o Expresso, divulgada nesta quinta-feira, mantém o PS na liderança nas intenções de voto. Já o Chega e a AD surgem empatados, com menos quatro pontos percentuais do que os socialistas
Ventura diz ter a intenção de “salvar Portugal”. “Salvar Portugal da corrupção, da insegurança, da pobreza, da imigração descontrolada, do inverno demográfico, da burocracia, de uma justiça podre e de políticos que só se aproveitam do povo”, afirma.
O líder do Chega menciona que a saúde é das principais preocupações dos portugueses, e como tal foi das áreas em que mais trabalhou o partido. Outro tema caro para o Chega foi as portagens a par com o preço dos combustíveis.
Os imigrantes não ficaram de fora da moção de candidatura. Ventura diz ser “fundamental” a integração de imigrantes e como tal apresentaram o projeto lei para proibir a utilização de burcas. “Não admitimos nos nosso país a opressão a que estas mulheres são sujeitas”.
Pela frente, o Chega tem ainda uma “grande batalha”, julga André Ventura, referindo-se à comissão parlamentar de inquérito a Luís Neves.
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