BCE reduz exigência de capital do BCP após avaliação mais favorável do risco
O Banco Central Europeu (BCE) reduziu os requisitos mínimos de fundos próprios do Banco Comercial Português (Millennium BCP), refletindo uma melhoria na avaliação do perfil de risco global da instituição.
A exigência do Pilar 2 (Pillar 2 Requirement ou P2R) para o banco fixar-se-á em 2,05% a partir de 1 de janeiro de 2027, o que representa um corte de 10 pontos base face ao nível anterior, segundo informou o BCP em comunicado ao mercado.
A decisão enquadra-se no âmbito do Processo de Análise e Avaliação Supervisionadora (Supervisory Review and Evaluation Process — SREP) do BCE, com o supervisor a apontar para uma avaliação mais favorável do risco global do banco.
Com esta revisão, os requisitos mínimos totais de fundos próprios determinados em função do valor total dos ativos ponderados pelo risco (RWA) passam a contemplar um CET1 de 10,59% (composto por 4,50% de Pilar 1, 1,15% de Pilar 2 e 4,94% de buffers), um Tier 1 de 12,47% (6,00% de Pilar 1, 1,54% de Pilar 2 e 4,94% de buffers) e um Rácio Total de Capital de 14,99% (8,00% de Pilar 1, 2,05% de Pilar 2 e 4,94% de buffers).
As reservas de capital (buffers) de 4,94% englobam a reserva de conservação de fundos próprios de 2,5%, a reserva O-SII de 1,0%, a reserva contracíclica de 1,16% e a reserva para risco sistémico sectorial de 0,28%.
Os rácios de capital reportados pelo BCP a 30 de setembro de 2026 continuam a situar-se substancialmente acima das novas exigências regulatórias.
Com rácios estimados em base consolidada de 15,2% para o CET1, 16,5% para o Tier 1 e 20,0% para o Rácio Total, o banco excede com uma margem ampla os mínimos exigidos.
Estes valores incluem já 10% dos resultados não auditados dos primeiros nove meses de 2026, diz o banco, que sublinha a “a sólida capitalização” da instituição financeira.
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